- O PIB do 1º trimestre mostrou investimento estagnado; a taxa de juros elevada atinge a atratividade de comprar máquinas.
- A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 1,4% em relação ao 1º trimestre de 2025, com a FBCF/PIB em 16,5% (abaixo de 17,6%).
- A importação de bens de capital puxou parte do crescimento, com alta de 1,2% na importação total; houve destaque para uma plataforma continental da Petrobras, em fevereiro, no valor de R$ 12 bilhões.
- Entre os setores, a construção teve alta de 1,3% no PIB; indústria de transformação caiu 0,9%, puxada por Impressão e Reprodução de Gravações (-10,2%) e Fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%).
- A Abimaq projeta queda acima de 16% do setor em 2025/2026 e aponta fatores como alta carga tributária, ambiente de negócios desfavorável e custos de financiamento (18% a 24% ao ano) como entraves aos investimentos.
A divulgação do PIB do primeiro trimestre indicou queda na formação bruta de capital fixo, com o setor de máquinas e equipamentos pressionando o desempenho. Mesmo assim, houve impulso vindo da importação de bens de capital, que avançou 1,2% no período.
Para a Abimaq, o aumento de importações ajudou a sustentar parte do crescimento da demanda, apesar da queda na atividade de investimentos domésticos. Em fevereiro, houve a entrada de uma plataforma continental adquirida pela Petrobras, de grande valor, que influenciou o resultado agregado.
O desempenho ficou aquém do esperado para o ano, segundo a associação, que projeta recuo de mais de 16% para o setor em relação a 2025. A avaliação destaca a combinação de juros altos, tributos elevados e ambiente de negócios desfavorável como entraves.
Entre os componentes da FBCF, a construção civil teve alta de 1,3% no PIB, enquanto a indústria de transformação caiu 0,9%, com quedas em impressão de gravações e na fabricação de máquinas e equipamentos. O peso dos juros continua a frear investimentos.
O controlador do setor aponta que, em termos de composição, cerca de 40% do investimento envolve máquinas e equipamentos, e 55% vem da construção civil. Com a taxa de juros em patamar elevadol, investidores optam por aplicações financeiras em vez da aquisição de equipamentos.
Mesmo com linhas de financiamento incentivado, o custo anual de aquisição de equipamentos fica entre 18% e 24%, segundo a Abimaq. A entidade sinaliza que o setor não consegue sustentar o endividamento diante desse custo, o que reduz as vendas.
A alta carga tributária e o ambiente de negócios desfavorável aparecem como fatores adicionais que afastam novos investimentos, segundo José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. A avaliação é de que a combinação de juros, custo do crédito e carga tributária impacta o ritmo de investimentos.
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