- O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, somando R$ 3,3 trilhões.
- Agropecuária subiu 2%, indústria 1% e serviços 0,5% no trimestre.
- Na indústria, destaque para mineração, com alta de 3,6%, e construção civil, que avançou 2,9%.
- Especialistas veem a expansão como sinal de resistência da economia diante de juros elevados, com desaceleração esperada em 2026 sendo gradual.
- O ambiente aponta mudança de comportamento das empresas, com foco em eficiência, gestão de ativos e geração de caixa, e consumo mais racional.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores, segundo o IBGE. O resultado marca aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando houve alta de 0,3%.
Em valores correntes, o PIB somou 3,3 trilhões de reais, com 2,8 trilhões de produção a preços básicos e 461,2 bilhões de impostos líquidos de subsídios. A agropecuária avançou 2%, a indústria 1% e os serviços 0,5%.
Desempenho setorial
A agropecuária foi o principal destaque do trimestre, registrando crescimento expressivo. A indústria respondeu pelo avanço, com a construção civil e a extrativa mineral puxando o ganho industrial, respectivamente com altas de 2,9% e 3,6%. Os serviços mantiveram a trajetória estável.
Analistas destacam que a recuperação ainda é concentrada em setores ligados a investimento, commodities e demanda específica. A indústria de transformação não mostrou expansão generalizada, sugerindo recuperação mais seletiva dentro do parque industrial.
Perspectivas e interpretações
Para a pesquisadora Cristina Helena de Mello Pinto, da PUC-SP, o resultado reforça a ideia de resiliência da economia mesmo com juros elevados e condições financeiras restritivas. A projeção de desaceleração em 2026 seria gradual, não abrupta, segundo a professora.
Ela aponta que o desempenho indica ritmo de atividade moderado, com a economia crescendo de forma menos disseminada entre setores. O debate sobre juros e política econômica deve permanecer aceso diante dos próximos dados de atividade e inflação.
Panorama empresarial
Especialistas de mercado destacam mudanças no comportamento das empresas diante do crescimento contido. A gestão de caixa, a revisão de estoques e ativos ociosos passam a ganhar importância para sustentar a liquidez. O consumidor, por sua vez, atua de forma mais racional, buscando oportunidades e avaliando alternativas de compra.
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