- O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com avanço difundido entre agropecuária, construção e consumo.
- Na comparação com o quarto trimestre de 2025, agropecuária subiu 2%, indústria 1% e serviços 0,5%; construção civil avançou 2,9% e indústria extrativa 3,6%.
- O consumo das famílias avançou 1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) aumentou 3,5% no trimestre.
- Em relação ao ano anterior, o investimento caiu para 16,5% do PIB, de 17,6%; a poupança caiu de 15,8% para 15,5%.
- Economistas veem desafio adicional para o Banco Central, com possibilidade de revisão do hiato do produto e de projeções para 2026 mais altas.
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por construção, agropecuária e consumo. O dado é do IBGE e divulgado nesta sexta-feira, 29, em meio a uma Selic ainda alta. A expansão foi disseminada entre os setores, com destaque para agropecuária, construção civil e investimentos.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, agropecuária subiu 2%, indústria 1% e serviços 0,5%. Entre os destaques setoriais, indústria extrativa avançou 3,6% e construção civil 2,9%. O consumo das famílias cresceu 1% e a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5%.
Apesar do resultado positivo, a recuperação permanece gradual. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, o investimento caiu para 16,5% do PIB, ante 17,6% no ano passado, e a poupança recuou para 15,5%. Ao comentar, especialistas apontam custo de crédito elevado como entrave à normalização do ciclo de capital.
Construção e consumo ganham destaque
A construção civil teve desempenho robusto, impulsionada pela demanda aquecida e por programas habitacionais. O setor registrou alta de 2,9% no trimestre. O consumo das famílias também contribuiu, com avanço sustentado pela renda e pelo mercado de trabalho.
O desempenho da agropecuária foi influenciado pela safra recorde de soja, enquanto a indústria extrativa avançou com maior produção de petróleo e gás. Segundo analistas, o resultado reforça a percepção de atividade mais firme no curto prazo, apesar de riscos no segundo semestre.
Implicações para o Banco Central
O avanço da economia pode levar o BC a revisar as projeções oficiais. A expectativa de crescimento de 1,6% para 2026 pode ganhar viés de alta diante do resultado do trimestre. Economistas destacam que a reação ainda não representa normalização plena do ciclo de capital.
A agência reguladora deve considerar o novo cenário ao ajustar o hiato do produto. Analistas ressaltam que o custo do crédito elevado continua sendo um fator de cautela para investidores, influenciando decisões de política monetária nos próximos meses.
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