- O PIB ganhou 1,1% no 1º trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025, segundo o IBGE.
- Em relação ao 1º trimestre de 2025, houve alta de 1,8%, e o avanço acumulado em quatro trimestres até março ficou em 2%.
- Mesmo com o começo de 2026 mais favorável, as projeções indicam que esse fôlego não deve se manter nos próximos trimestres.
- Os principais polos de crescimento foram a indústria (especialmente extrativa mineral) e a construção, com contribuição também da agropecuária; o consumo das famílias subiu 1%.
- A taxa de investimento ficou em 16,5% do PIB, abaixo do ideal, e a poupança chegou a 15,5%, apontando níveis ainda baixos para recompor infraestrutura.
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores, conforme dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (29). O avanço é registrado na comparação com o 4º trimestre de 2025. Em relação ao 1º trimestre de 2025, houve alta de 1,8%.
Na comparação com a média de quatro trimestres encerrados em março, o crescimento foi de 2,0%. Se o ritmo de 1,1% se mantivesse nos próximos trimestres, o PIB 2026 poderia alcançar aproximadamente 4,5%. Caso haja estagnação, o ano encerraria em torno de 1,5%.
A economia continua em expansão, mas em ritmo mais lento. Depois de crescer 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, a projeção para 2026 fica em cerca de 2% segundo previsões oficiais, com o governo mantendo a faixa superior entre as projeções.
Dados do IBGE
O desempenho do 1º tri foi puxado pela indústria, especialmente pela indústria extrativa mineral, seguida pela construção civil. A agropecuária também contribuiu, com soja em destaque no período.
No lado da demanda, o investimento registrou alta de 3,5% frente ao 4º tri de 2025, retornando a patamares próximos ao 3º tri do ano passado. Mesmo assim, a formação bruta de capital fixo ficou em 16,5% do PIB.
Desempenho e composição
A poupança ficou em 15,5% do PIB, abaixo dos 15,8% de igual período de 2025. As margens de investimento e poupança permanecem baixas, mantendo desafios para reagir rapidamente a choques de demanda.
O consumo das famílias mostrou recuperação, com alta de 1% no trimestre, após avanços de apenas 0,1% no 4º tri de 2025. Ganhos reais de renda e emprego firme contribuíram para esse movimento.
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