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Feira Preta chega ao Rio com patrocínio via Lei Rouanet após crise em SP

Feira Preta chega ao Rio com patrocínio via Lei Rouanet, após crise de patrocínio em São Paulo que levou ao cancelamento em 2025

Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, palestra durante primeiro dia da edição de 2026 do evento
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  • Feira Preta chega ao Rio de Janeiro neste fim de semana, de 29 a 31, após crise de patrocínio em São Paulo em 2025.
  • Patrocínio deste ano veio de nove empresas e entidades, captado via Lei Rouanet; o total arrecadado foi de R$ 4,5 milhões, compare com R$ 14 milhões de 2025.
  • A edição no Rio ocorre em região portuária, com apoio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, Nubank e BNDES, além de marcas como Mercado Livre, Cerveja Original, Assaí Atacadista, Sebrae RJ, L’Oréal, Nivea e Renner.
  • Em 2025, o evento em São Paulo foi cancelado por queda de quase sessenta por cento no patrocínio; houve uma edição em Salvador para manter a programação.
  • Espera-se cerca de trinta mil visitantes, com programação gratuita que inclui shows, palestras, cinema, feira de empreendedores, gastronomia e experiências culturais, fortalecendo a economia negra.

A Feira Preta chega ao Rio de Janeiro neste fim de semana, após enfrentarem dificuldades de patrocínio em São Paulo. O evento, tradicional no calendário de empreendedorismo negro, foi transferido para a região portuária do Rio e ocorre entre sexta-feira (29) e domingo (31).

A edição carioca reúne apoio de nove entidades, captados via Lei Rouanet. A organização informou ao Estadão que o formato de incentivo fiscal viabilizou a continuidade do festival, com patrocínios de empresas privadas e públicas.

Adriana Barbosa, idealizadora e diretora da Feira Preta, explica que a escolha pela região portuária tem significado histórico. Segundo ela, o espaço conecta uma memória de forcibly enslaved populations às ações de ressignificação do festival no presente.

Patrocínio, orçamento e contexto

Em 2025, a edição em São Paulo foi cancelada após a queda de quase 60% no patrocínio, levando a organização a realizar uma versão em Salvador com apoio local. A crise de financiamento refletiu mudanças na agenda de diversidade corporativa.

De acordo com a organização, o orçamento previsto para este ano em SP era de cerca de 14 milhões de reais, enquanto a captação de patrocínio para o Rio alcançou 4,5 milhões. O formato de Lei Rouanet exige aprovação do Ministério da Cultura e prestação de contas.

O festival do Rio mantém a programação gratuita, com shows, palestras, cinema, feira de empreendedores e atividades culturais. A expectativa é atrair cerca de 30 mil visitantes ao longo dos três dias, no Pier Mauá e arredores.

O que muda na prática

A edição no RJ conta com apoio institucional do Ministério da Cultura via Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, além de marcas como Nubank, BNDES e outras parceiras. A proposta é consolidar a Feira Preta como plataforma permanente de desenvolvimento econômico.

A organização destaca a participação de aproximadamente 130 empreendedores negros, conectando economia preta a espaços de inovação, moda, gastronomia e cultura. O objetivo é ampliar o alcance regional e manter a continuidade do evento nos anos seguintes.

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