- No 164º episódio do Infra em 1 Minuto, Pedro Rodrigues, do CBIE, analisa o crescimento global de vendas de carros elétricos e as distorções geradas por subsídios e pela política de preços da Petrobras no Brasil.
- O relatório Global EV Outlook 2026, da Agência Internacional de Energia, mostra que, no ano passado, um em cada quatro carros novos vendidos no mundo foi elétrico, totalizando vinte milhões de unidades, alta de vinte por cento.
- A expansão ocorreu em mercados como Vietnã, Austrália e Nova Zelândia no primeiro trimestre de 2026, em meio a crises energéticas que estimularam a eletrificação.
- No Brasil, as vendas chegaram a 180 mil unidades em 2025 (nove por cento de participação de mercado), puxadas pela isenção do Imposto de Importação, com 85% dos veículos vindos da China; o especialista afirma: “não foi o mercado escolhendo, foi o subsídio”.
- Rodrigues afirma que, enquanto o mundo reage ao preço do petróleo, o Brasil mantém a política de preços da Petrobras, o que reduz o sinal de preço para a transição e sustenta subsídios tanto aos combustíveis fósseis quanto aos carros elétricos, ainda com infraestrutura de recarga defasada (agora são 24 veículos por ponto de recarga, contra 17 no ano anterior).
O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança nesta sexta-feira (29 mai 2026) o 164º episódio do programa Infra em 1 Minuto. O foco é o crescimento global de veículos elétricos e as distorções provocadas por subsídios e pela política de preços no Brasil.
No relatório Global EV Outlook 2026, da IEA, aponta-se que 1 em cada 4 carros novos vendidos mundialmente foi elétrico no ano anterior, totalizando 20 milhões de unidades, com alta de 20%. O episódio analisa a relação entre preço do petróleo, crise energética e elevação das vendas globais de EVs.
Contexto global
Segundo Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, a subida recente dos preços do barril, pressionada por tensões no Oriente Médio, tem impulsionado a eletrificação em mercados como Vietnã, Austrália e Nova Zelândia no 1º trimestre de 2026. Ele compara o choque com a crise de 1973 e ressalta respostas estruturais provocadas pelo preço.
Brasil e incentivos
No Brasil, as vendas atingiram 180 mil veículos elétricos em 2025, com participação de 9%. O repasse do crescimento foi maiormente impulsionado pela isenção do Imposto de Importação, já que 85% dos veículos vieram da China. O CBIE aponta: não foi o mercado, foi o subsídio.
Rodrigues afirma que, enquanto o mundo reage ao preço do petróleo para acelerar a transição energética, o Brasil mantém preço de combustíveis estável pela atuação da Petrobras. Assim, o consumidor não sente o impacto direto do câmbio internacional no preço da gasolina.
O especialista alerta que o País subsidia duas pontas da equação: o combustível fóssil, com custo fiscal para a estatal, e os veículos elétricos, via isenção tributária. Paralelamente, a infraestrutura de recarga não acompanha o ritmo das vendas, com 24 veículos elétricos por ponto de recarga, ante 17 no ano anterior.
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