- A Receita Federal interrompe o recebimento de declarações do Imposto de Renda 2026 neste sábado (30) e volta a aceitar no dia 1º de junho, com multa por atraso.
- A multa mínima é de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido; prazo para declarar terminou às 23h59 de sexta-feira (29).
- Até as 19h, foram recebidas 42,967 milhões de declarações, abaixo das 44 milhões esperadas.
- A malha fina deve atingir cerca de 2 milhões de contribuintes, aproximadamente 5% do total, segundo autoridades.
- O Governo estima acelerar restituições com a declaração pré-preenchida e pagamento por Pix; o primeiro lote já liberou para 8,7 milhões de pessoas, totalizando R$ 16 bilhões.
A Receita Federal interrompe o recebimento de declarações do Imposto de Renda 2026 neste sábado (30) e retoma apenas na segunda-feira, 1º de junho, com multa pelo atraso. A pausa é prática anual após o fim do prazo de entrega.
Até as 19h de sexta (29) foram entregues 42,967 milhões de documentos, abaixo da expectativa de 44 milhões. A declaração pode ter atraso gerando multa mínima de R$ 165,74, chegando a 20% do imposto devido.
Os sistemas funcionam 22 horas por dia, das 3h à 1h do dia seguinte, com cerca de 80 verificações automáticas no envio. Em 2026, 60% das declarações foram pré-preenchidas, considerado positivo pela gestão do IR, mesmo com falhas que atingiram muitos contribuintes na malha fina.
A autoridade estima que ao menos 2 milhões de contribuintes podem cair na malha fina, cerca de 5% do total. O objetivo da Receita é acelerar restituições, com uso de declaração pré-preenchida e chave Pix, visando pagar 80% nos dois primeiros lotes.
O primeiro lote de restituição, liberado na sexta, beneficiou 8,7 milhões de contribuintes, totalizando R$ 16 bilhões pagos. A prática do Pix facilita recebimento para quem teve restituição, inclusive para quem não era obrigado a declarar em 2024.
Para declarar após o fim do prazo, o contribuinte pode usar o PGD no computador, o aplicativo da Receita ou o e-CAC online. Deve-se informar ganhos, gastos, bens, dívidas e dependentes, observando regras para evitar a malha fina.
Quem cair na malha pode ter restituição bloqueada até correções, ou, se houver imposto a pagar, o Darf gerado com juros. Em caso de erro, a Receita pode aplicar multa e aumentar o imposto devido.
A orientação é manter dados atualizados e evitar omissões. A Receita destaca que a melhoria dos dados, especialmente com o eSocial e o Reinf, deve aumentar a automatização dos processos de restituição e a eficiência do sistema.
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