- Carmen DO celebra dez anos como projeto da Viña Carmen, buscando capturar pessoas, tradições e variedade de uvas que moldam o vinho chileno, indo além do lugar e explorando a relação entre origem, cultura e os produtores.
- O projeto trabalha em colaboração de longo prazo com pequenos produtores em todo o Chile, destacando vinhedos históricos e variedades de patrimônio preservadas há gerações.
- A vinificação segue uma abordagem de baixa intervenção, visando expressar a autenticidade de cada vinhedo e oferecer uma leitura contemporânea do patrimônio chileno.
- Entre os vinhos, Florillón reinterpreta o Semillón com envelhecimento biológico sob flor; Quijada utiliza uva Semillón de uma plantação de 1958 em Apalta, mantida pela família Quijada.
- De Itata, o Loma Seca usa um vinhedo de Cinsault plantado em granito e seco; no Maule, o Matorral Chileno mistura Garnacha, Carignan e País de um vinhedo centenário, também seco, mantido pela família René Silva.
Carmen DO celebra 10 anos em 2024, projeto da Viña Carmen que busca preservar o legado vitivinícola do Chile. A iniciativa não foca apenas no terroir, mas na relação entre origem, cultura, história e as pessoas por trás de cada vinhedo.
A proposta envolve cooperação de longo prazo com pequenos produtores em diversas regiões do Chile. Muitos vinhedos têm mais de um século e, em alguns casos, são cultivados com métodos tradicionais sem irrigação.
A filosofia de vinificação é contida, com intervenção reduzida para preservar a autenticidade de cada terroir. O objetivo é oferecer uma leitura moderna do patrimônio chileno, aliando tradição e inovação com responsabilidade.
Ana María Cumsille, enóloga-chefe da Viña Carmen, explica que o projeto prioriza vinho artesanal, com minimalismo na adega. O foco é destacar a origem das uvas, os lugares e os produtores nacionais.
Os vinhos refletem essa abordagem. Florillón reinterpreta o Semillón chileno, abrindo caminho para a fermentação biológica sob flor. A produção ressalta observações de terroir com técnicas contemporâneas.
Quijada traz outra expressão do Semillón, de uma vinhedo plantado em 1958 em Apalta, mantido pela família Quijada ao longo de gerações. O rótulo valoriza uvas históricas da região.
Do Itata, o Vale considerado berço da viticultura chilena, nasce Loma Seca, de uma vinha de Cinsault cultivada de forma dry-farming em solo granítico. A expressão ressalta o manejo tradicional da região.
Mais ao sul, no Maule, Matorral Chileno combina Garnacha, Carignan e País de uma vinha centenária em Melozal, preservada pela família René Silva. A mixagem destaca a diversidade de castas históricas.
Cada vinho da linha Carmen DO pretende revelar mais que a variedade ou o lugar: revela a história humana por trás de cada projeto, oferecendo uma leitura contemporânea do patrimônio vitivinícola do Chile.
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