- A inflação está piorando, e a atividade econômica se mostra resistente, dificultando a condução da política monetária.
- Bruno Serra Fernandes, à frente da família de fundos Janeiro, da Itaú Asset Management, tem R$ 30 bilhões sob gestão.
- Ele vê a necessidade de o Copom reagir para ancorar as expectativas e considerar o fim do ciclo de cortes na Selic.
- A guerra no Oriente Médio mudou o cenário, que antes parecia mais confortável para o Banco Central.
- Serra diz que não gostaria de estar na pele do presidente Roberto de Oliveira Galípolo (presidente do BC) diante desse cenário.
A inflação acumula aceleração, e o ambiente externo, com a guerra no Oriente Médio, alterou o cenário de política monetária. O atual quadro torna mais desafiadora a condução da taxa Selic pelo Banco Central, segundo analistas.
Bruno Serra Fernandes, gestor da família de fundos Janeiro, da Itaú Asset Management, ex-diretor do BC, afirma que o Copom pode precisar interromper o ciclo de cortes para ancorar expectativas diante da piora inflacionária.
O gestor lidera uma carteira com participação relevante da Itaú Asset, que gere aproximadamente R$ 30 bilhões. A análise aponta que a dinâmica da inflação exige cautela adicional antes de novas reduções da Selic.
O comentário de Serra ressalta a necessidade de sinalização clara do Copom para evitar volatilidade no mercado e manter a credibilidade da política monetária, diante das mudanças no cenário doméstico e internacional.
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