- O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou estável em maio, em 90,9 pontos, interrompendo duas quedas consecutivas; porém a média móvel trimestral caiu 0,5 ponto, indicativo de desaceleração.
- Indústria subiu 1,1 ponto (97,1) e Serviços subiu 0,9 ponto (88,7); Comércio caiu 2,0 pontos (84,2) e Construção permaneceu estável (92,6).
- Em 27 dos 49 segmentos, houve melhora da confiança; a indústria foi o principal destaque, com 63% dos segmentos pesquisados em alta.
- ISA-E (situação atual) caiu 0,1 ponto, para 93,1; IE-E (expectativas) subiu 0,2 ponto, para 88,8, interrompendo duas quedas.
- Expectativas para demanda nos próximos três meses subiram 0,3 ponto (88,5) e para evolução dos negócios nos próximos seis meses cresceram 0,1 ponto (89,2); o pesquisador aponta que o conflito no Oriente Médio influencia o humor dos empresários.
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou estável em maio, aos 90,9 pontos, aponta a FGV/Ibre. O resultado interrompeu duas quedas consecutivas, mas a média móvel trimestral recuou 0,5 ponto, sinalizando desaceleração. O ICE abrange Indústria, Serviços, Comércio e Construção.
Entre os setores, a indústria avançou 1,1 ponto, para 97,1. O ganho foi puxado pela avaliação atual dos negócios. Serviços subiu 0,9 ponto, para 88,7, sustentado por expectativas mais positivas nos próximos meses. Comércio caiu 2,0 pontos, para 84,2, e Construção ficou estável em 92,6.
Indústria se destaca
Segundo a FGV, 27 dos 49 segmentos analisados registraram melhora na confiança. A indústria foi o destaque, com 63% dos segmentos em alta. Em médias móveis trimestrais, Construção e Indústria permanecem com os níveis mais elevados de confiança e trajetória de alta.
Expectativas e cenário externo
O ISA-E, indicador da situação atual, caiu 0,1 ponto, para 93,1. O IE-E, de expectativas, subiu 0,2 ponto, para 88,8, sinalizando acomodação do pessimismo. A demanda esperada para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, para 88,5, enquanto a visão para os próximos seis meses avançou 0,1 ponto, para 89,2.
Considerações sobre o curto prazo
Analista do FGV/Ibre aponta que a estabilidade do ICE sugere manutenção da atividade no curto prazo. O resultado depende, entre outros fatores, da evolução do conflito no Oriente Médio e de seus impactos na economia brasileira.
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