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Diferença com bancos digitais fica para trás, Maluhy aponta IA de ponta

Itaú supera fintechs e mira IA de ponta; lucro recorde e RoE de 24,8% refletem transformação digital centrada no cliente

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  • Desempenho do Itaú Unibanco sob a presidência de Milton Maluhy Filho aponta para competição igual a igual com bancos tradicionais e digitais, após anos de transformação digital e foco no cliente.
  • Entre 2020 e 2025, o banco fechou quase dois mil pontos de atendimento e consolidou vários apps em um “Superapp”, fortalecendo a operação integrada.
  • Em 2025, o Itaú investiu R$ 11,735 bilhões em tecnologia, 18% mais que em 2024, para avançar na transformação digital e na adoção de inteligência artificial.
  • A próxima meta é desligar os mainframes, nos próximos dois anos, para ampliar a modernização de plataformas e a atuação com IA e nuvem.
  • No primeiro trimestre, o retorno sobre o patrimônio (RoE) atingiu 24,8% e o lucro líquido foi de R$ 12,3 bilhões; o banco permaneceu com lucro recorde no ano anterior, de R$ 47 bilhões, sustentado por uma estratégia de longo prazo centrada no cliente e em valor para acionistas.

O Itaú Unibanco afirma ter superado a diferença em relação aos bancos digitais. O presidente Milton Maluhy Filho aponta que a instituição vem reduzindo a vantagem de fintechs por meio de cultura forte, transformação digital e foco no cliente, refletidos em lucro recorde.

Desde que assumiu a presidência em 2021, Maluhy disse que a instituição enfrentou a ascensão das fintechs, com sistemas legados e grande infraestrutura física dificultando a agilidade. Cinco anos depois, ele afirma ter reduzido consideravelmente esse hiato.

A estratégia do banco incluiu o fechamento de quase 2 mil agências desde o fim de 2020 e a consolidação de várias plataformas em um único Superapp. Em 2025, o Itaú investiu R$ 11,735 bilhões em tecnologia, um aumento de 18% ante 2024, com planos de desligar mainframes nos próximos dois anos.

Avanços na transformação e novos desafios

A pressão pela eficiência levou o Itaú a evoluir para operações mais modernas e ágeis. O objetivo é manter o desempenho mesmo diante de competição crescente e mudanças de mercado.

No primeiro trimestre, o RoE ficou em 24,8%, e o lucro líquido somou R$ 12,3 bilhões. Maluhy ressalta que o foco é criar valor e manter disciplina na alocação de capital, com ênfase no cliente.

O banco divulgou ainda desempenho sólido em meio a cenário macroeconômico complexo no ano anterior, com lucro recorde de R$ 47 bilhões em 2023. A liderança destaca a importância da cultura organizacional e do capital humano, com cerca de 90 mil colaboradores, os Itubers.

Passos futuros e atuação em IA

Ainda conforme o executivo, há etapas a cumprir, como a conclusão do desligamento definitivo dos mainframes nos próximos dois anos. A chegada da inteligência artificial integra a próxima fase da transformação do Itaú, com migração para nuvem e modernização de plataformas.

Maluhy evita perspectivas específicas de RoE para 2026, afirmando que o foco é a geração de valor acima do custo de capital. O banco busca manter rentabilidade acima desse patamar, mantendo o compromisso com clientes e com a sustentabilidade financeira.

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