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Dólar recua no começo de junho; petróleo e EUA em foco

Dólar abre junho em queda para R$ 5,03, com petróleo em alta e projeções de inflação elevadas, após EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas

Em maio, dólar voltou a subir ante o real: após queda de 4,4% em abril, moeda americana avançou 1,8% em maio
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  • O dólar abriu junho em queda, cotado a R$ 5,03 no início da sessão, após alta em maio.
  • Em maio, a moeda americana subiu 1,8% frente ao real, após queda de 4,4% em abril.
  • O petróleo voltou a subir no exterior, com contrato de agosto na ICE a US$ 93,66 o barril, sustentando pressões inflacionárias.
  • O governo dos Estados Unidos classificou facções criminosas brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras, com validade a partir de 5 de junho.
  • O Ibovespa encerrou maio com a terceira queda mensal consecutiva (-7,2%), reflexo da retirada de capital externo, incertezas globais e volatilidade no petróleo.
  • O Focus elevou a projeção da inflação oficial para 5,09% neste ano, acima do centro da meta.

O dólar abriu junho em queda, cotado perto de R$ 5,03 no início da sessão, após ter subido em maio. O dia é marcado por revisões de inflação, alta no petróleo e o efeito de decisão dos EUA sobre grupos criminosos no Brasil.

Em maio, a moeda americana recuou em abril, mas subiu 1,8% no mês seguinte. O movimento ganhou força após divulgação de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro, o que mexeu com o cenário político e de expectativas de mercado.

O petróleo volta a subir no exterior, apoiado pela tensão geopolítica no Oriente Médio. O contrato de agosto na ICE subia, com preço acima de US$ 93 por barril na manhã de hoje, ampliando pressões inflacionárias globais.

Mercado internacional e operações militares

Os Estados Unidos disseram ter agido em defesa própria em ataques recentes a instalações no Irã, conforme o Comando Central. Paralelamente, Israel manteve ações militares contra áreas ao sul de Beirute, aumentando a percepção de volatilidade.

Desempenho da bolsa brasileira e inflação

O Ibovespa registrou queda em maio, com retirada de capitais estrangeiros e lucros realizados. A volatilidade no petróleo elevou riscos de inflação mundial e manteve a cautela sobre juros globais.

No Brasil, o mercado revisou para cima a expectativa de inflação oficial. O Focus indicou IPCA em 5,09% para este ano, acima do teto da meta, pressionando ativos locais.

Medidas e impactos econômicos

A decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) entra em vigor em 5 de junho. O mercado teme custos adicionais para operações bancárias e exportações, com possíveis efeitos sobre custo de crédito e comércio.

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