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Durigan condena intimidação eleitoral e tarifas dos EUA

Durigan classifica pressão dos EUA na seção 301 como política; Brasil responde com diplomacia, sob risco de tarifas e impacto econômico ainda incerto

O ministro da Fazenda, Dario Durigan
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que é preciso usar argumentos sólidos para responder às ameaças dos Estados Unidos na investigação da seção 301, que pode impor tarifas ao Brasil.
  • Ele diz que o tema tem caráter político muito mais do que técnico e que o governo brasileiro tem respondido às pressões com diplomacia.
  • O resultado da investigação deve ser divulgado nos próximos dias, com sinalização de publicação já nesta segunda-feira por parte de autoridades americanas.
  • Os EUA acusam o Brasil de práticas desleais em comércio digital, serviços de pagamento, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento, incluindo o comércio da Rua 25 de Março, em São Paulo.
  • Durigan citou a movimentação da família Bolsonaro na designação de organizações consideradas terroristas, dizendo que os argumentos da 301 são forçados, e afirmou que há interesse em evitar impacto econômico para o Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em Brasília nesta segunda-feira, 1º, que é preciso responder com argumentos sólidos às ameaças de tarifas dos EUA, previstas pela investigação da seção 301. Segundo ele, o tema tem natureza mais política que técnica, e a defesa do Brasil deve ser firme diante da pressão. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Manhã, da CBN.

Durigan enfatizou que a pressão americana ocorre próximo ao período eleitoral e classificou a postura como intimidação. Ele disse que o Brasil tem esclarecido pontos sobre a 301 em reuniões com técnicos dos EUA, que, segundo o ministro, reconhecem que já houve explicações anteriores.

Contexto da investigação

Os EUA devem divulgar nas próximas semanas o resultado da apuração sobre supostas práticas desleais do Brasil no comércio. Relatos indicam que a decisão pode sair ainda hoje e chegar a abordagens como tarifas a produtos importados brasileiros, além de outras medidas.

Segundo as informações, a análise envolve comércio digital, serviços de pagamento, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao etanol e questões ambientais. A apuração é conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e pode impactar o conjunto da relação econômica bilateral.

Impactos econômicos e desdobramentos

O governo brasileiro acompanha o desfecho, que pode ser mais estruturante do que imediato em tarifas. Em paralelo, autoridades norte-americanas teriam contato com o setor privado e com escritórios de advocacia para avaliar impactos no país.

Durigan também mencionou ações relacionadas a fatores internos, ao afirmar que o governo continuará monitorando a influência de decisões externas sobre a economia brasileira, com compreensão de que o resultado da 301 pode ter efeito prolongado no comércio.

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