- A pesquisa Real Time Big Data aponta Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 40% em cenário de segundo turno, indicando disputa aberta e sem favorito claro.
- 22% dos entrevistados atribuem a Lula a responsabilidade pela proposta do fim da escala 6×1; o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump teve 29% de avaliação positiva, 29% negativa e 42% neutra.
- O economista André Perfeito afirma que o mercado não reagiu de forma relevante à pesquisa, e espera uma eleição bem apertada.
- Segundo Perfeito, Flávio Bolsonaro está fragilizado aos olhos dos investidores, com desgaste recente, ainda considerado o nome mais provável da direita num eventual segundo turno.
- A oposição poderia se unir em torno de uma candidatura única no segundo turno, mas falta um nome forte da economia para a campanha de Flávio; a visita aos Estados Unidos foi vista como diversionista.
Flávio Bolsonaro ainda é visto pelo mercado como o nome mais provável para representar a direita numa eventual disputa contra Lula. A leitura vem de analistas que acompanham pesquisas e movimentos financeiros.
A mais recente pesquisa Real Time Big Data aponta que 22% dos entrevistados responsabilizam Lula pela proposta de fim da escala 6×1, enquanto o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump gerou avaliações divididas.
Para Perfeito, isso ajuda a explicar a eleição aberta e o peso das alianças políticas na percepção dos investidores. O especialista diz que a chance de vitória não é clara para nenhum lado.
Cenário eleitoral e mercado
O levantamento mostra Lula com vantagem inicial, mas a simulação de segundo turno aponta 45% para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro, cenário de disputa acirrada sem favorito definitivo.
Segundo o economista-chefe da Garantia Capital, André Perfeito, a reação do mercado à pesquisa não foi relevante. Ele afirma que o mercado observa propostas econômicas além de oscilações de levantamentos.
Desafios da oposição e discurso econômico
Perfeito aponta que investidores acompanham a capacidade de coalizão e de construir um plano econômico robusto. Ele cita o desgaste político de Flávio como um entrave para a candidatura.
O economista ressalta ainda a ausência de
uma figura proativa para organizar o discurso econômico da oposição. Em 2018, Guedes atuou como formulador das propostas liberais, o que não ocorre atualmente para a pauta de direita.
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