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Escassez global de oferta atinge maior nível em 3,5 anos em maio, diz S&P

Escassez global atinge maior nível em três anos e meio em maio, pressionando petróleo e cadeias de suprimento com o fechamento do Estreito de Ormuz

Uma embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, em Omã - 12/04/2026 (Foto: REUTERS/Arquivo)
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  • O Índice de Escassez de Oferta da S&P Global subiu para 2,4 em maio, de 2,3 em abril, atingindo o maior nível desde novembro de 2022.
  • Entre as commodities, relatos de falta de petróleo foram os mais severos, 12,5 vezes acima da tendência de longo prazo.
  • Outros itens com problemas foram embalagens, polímeros, transporte e aço inoxidável, com estes dois últimos no maior patamar desde outubro de 2022.
  • O Índice Global de Pressão de Preços caiu de 2,5 em abril para 2,3 em maio; entre as 26 commodities monitoradas, transporte teve as pressões de preço mais intensas.
  • Segundo o economista Usamah Bhatti, apenas uma das 26 commodities monitoradas apresentou aumento de preço abaixo da média em maio, e o fechamento do Estreito de Ormuz afetou cadeias de suprimento, especialmente no petróleo.

O índice de Escassez de Oferta da S&P Global Market Intelligence apontou maior nível em três anos e meio em maio. O indicador subiu de 2,3 para 2,4, o maior desde novembro de 2022. O resultado sinaliza relatos de falta de fornecedores acima do normal, em quase 2,5 vezes a média.

Na visão da pesquisa com o setor manufatureiro global, petróleo foi o item com maior severidade de relatos de falta, 12,5 vezes acima da tendência de longo prazo. Em seguida vieram embalagens, polímeros, transporte e aço inoxidável, com estes últimos no pico desde outubro de 2022.

O levantamento também mostra pressão de custo com incremento nos preços, especialmente no setor de transporte, que lidera os relatos de pressão entre as 26 commodities monitoradas. Mesmo assim, o índice geral de pressões caiu pela primeira vez neste ano.

A leitura de preços aponta que houve um recorde de relatos de alta para petróleo desde o início da série em 2005, apesar da queda na taxa de aumento de preços de outras commodities. O transporte manteve o ritmo intenso de custos.

Segundo Usamah Bhatti, economista da S&P Global Market Intelligence, o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz prejudicou cadeias de suprimento e entregas de várias commodities, com impactos mais fortes no petróleo.

O relatório destaca que apenas uma das 26 commodities monitoradas teve relatos de variação de preços abaixo da média de maio. Transporte aparece como o principal motor das pressões de custo.

Ainda que o índice de pressões de preços tenha recuado em maio, o estudo informa que a provável evolução futura dependerá do desenrolar da guerra no Oriente Médio nas próximas semanas e meses.

A pesquisa ressalta que o desfecho do Estreito de Ormuz continua sendo um fator-chave para a volatilidade das cadeias de suprimento e para a direção dos preços de commodities, especialmente do petróleo.

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