- Thaís Borges, 46 anos, é sócia-diretora da BSSP Consulting, líder de comitê da Bossa Invest e cofundadora da Growth Gate e da EllaImpacta.
- Seu sonho de infância era trabalhar em banco; tentou vaga em banco privado e foi recusada por não ter “perfil para atender clientes”, o que ela atribui a um episódio de racismo.
- A carreira começou cedo: trabalhou desde os 12 anos, passou por telemarketing e, após seguir estudos e cursos, migrou para a área tributária, progredindo até chegar à executiva.
- A psicanálise, iniciada aos 29 anos, ajudou a reconhecer seu potencial e a buscar novos desafios profissionais, mesmo diante de preconceitos ligados ao poder.
- Além de atuar como mentora e palestrante para mulheres negras e periféricas, Thaís é autora de “Furei a Bolha” (editora Trend, 2024) e participa da pesquisa Estúdio Clarice sobre o imaginário de poder das mulheres brasileiras.
Thaís Borges, 46, é sócia-diretora da BSSP Consulting e líder de comitê na Bossa Invest, além de cofundadora de Growth Gate e EllaImpacta. Ela descreve uma trajetória que começou na infância na zona norte de São Paulo, sonhando em trabalhar em banco. Hoje, lidera ações de consultoria tributária e fomento ao empreendedorismo feminino.
Começou a trabalhar aos 12 anos na sorveteria do pai, para financiar cursos técnicos. Aos 14, conseguiu estágio para pagar o curso de processamento de dados e, aos 16, tentou uma vaga em um banco privado, mas foi recusada após a entrevista com a gerente, que afirmou não ter perfil para atender clientes. A experiência motivou a migrar para telemarketing e buscar oportunidades em áreas relacionadas a tributação.
Ao longo da carreira, Thaís passou por diferentes setores e empresas, aprendendo com cursos específicos e fortalecendo sua comunicação. Ela afirma ter usado a articulação entre saber técnico e abordagem humana para crescer, recebendo convites para posições em companhias de tecnologia e consultorias de maior porte.
Trajetória profissional
A executiva atribui parte do avanço à psicanálise, iniciada aos 29 anos, que a ajudou a reconhecer seu potencial e a enfrentar inseguranças no ambiente corporativo. Segundo Thaís, o autoconhecimento permitiu perceber que o poder não depende apenas de status, mas da capacidade de mobilizar pessoas e agir com propósito.
Além de ocupar cargos de liderança, Thaís atua como mentora e palestrante para mulheres negras e pessoas da periferia, buscando inspirar novas empreendedoras. O estudo do Estúdio Clarice aponta que ver histórias de empresárias de sucesso é um dos maiores agentes de mudança na percepção do poder feminino.
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