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Franquias crescem 10,1% no 1º trimestre de 2026

Franquias crescem 10,1% no 1º tri de 2026, com faturamento de R$ 72,7 bilhões e 204.908 unidades; receita em 12 meses chega a R$ 308,4 bilhões

Dados são da Pesquisa Trimestral de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF) — Foto: Magnific
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  • Fráquias faturaram R$ 72,7 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 10,1% frente ao mesmo período de 2025.
  • O acumulado de 12 meses chegou a R$ 308,4 bilhões, aumento de 10,7%.
  • O total de franquias operacionais ficou em 204.908, com crescimento de 1,5% e cerca de 1,788 milhão de empregos diretos.
  • Lojas de rua passaram a responder por 60% das unidades, frente a 53,5% no 1º tri de 2025; shoppings chegaram a 17,3% e home based, 10,3%.
  • Entre os segmentos, Alimentação – Comercialização e Distribuição liderou o crescimento em 12 meses (21,5%), seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar (15,3%) e Limpeza e Conservação (16,1%).

O setor de franquias no Brasil faturou 72,7 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 10,1% ante o mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a receita soma 308,4 bilhões, avanço de 10,7%. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF.

A Associação Brasileira de Franchising aponta ainda que o resultado foi impulsionado pela maior massa de renda da população, que chegou a 374,8 bilhões de reais no período, segundo o IBGE, com alta de 7,1%. Vendas sazonais de Carnaval e Páscoa também contribuíram.

O crescimento elevou o saldo entre aberturas e fechamentos de unidades, com ganho de 1,5% no volume de operações. O total de franquias chegou a 204.908, gerando aproximadamente 1,788 milhão de postos de trabalho diretos. O cenário indica dinamismo setorial.

Mudança no perfil de atuação

Lojas de rua responderam por 60% das franquias no 1º tri, frente a 53,5% no ano anterior. Shopping ficou em 17,3%, enquanto operações home based tiveram 10,3%. A participação de formatos digitais se estabilizou após a pandemia.

Segundo Tom Moreira Leite, presidente da ABF, o ambiente de consumo interno mais ativo sustenta o crescimento. Ele ressalta que redes aprimoram formatos, com menor capital e maior produtividade, gerando melhor retorno sobre investimento e fluxo de caixa.

Destaques por segmento

Entre os segmentos, Alimentação – Comercialização e Distribuição avançou 22% no acumulado de 12 meses. Saúde, Beleza e Bem-Estar subiu 18%, impulsionado por redes de cosméticos, farmácias e serviços de cuidados. Limpeza e Conservação registrou alta de 13,8%.

No conjunto dos 12 meses, todos os segmentos monitorados apresentaram alta. Os dados sugerem demanda por serviços de proximidade e conveniência, alinhados à verticalização de centros urbanos e ao crescimento de imóveis residenciais compactos.

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