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Inadimplência do agronegócio no Brasil encerra 2025 em 8,2%, aponta Serasa

Inadimplência do agronegócio encerra 2025 em 8,2%, com margens apertadas e custos elevados pressionando produtores; dívidas com instituições financeiras lideram o índice

Agricultor em pomar em Formoso, Estado de Minas Gerais - 16/07/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • Inadimplência no agronegócio fechou 2025 em 8,2%, alta de um ponto percentual em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.
  • Dentre as causas, custos elevados com fertilizantes e combustíveis, impactados pela guerra no Irã, ampliam ainda mais o desafio de caixa do setor.
  • A inadimplência rural está concentrada em dívidas com instituições financeiras, respondendo por 7,2% do total.
  • Por perfil, produtores sem registro rural apresentam maior inadimplência (9,9%), seguidos por grandes proprietários (9,8%), médios (8,3%) e pequenos (7,8%).
  • Por estado, o Rio Grande do Sul tem a menor taxa (5,3%), com Paraná e Santa Catarina também entre os menores índices, impulsionados por cooperativas, seguro agrícola e renegociação de dívidas.

A inadimplência no agronegócio brasileiro subiu no quarto trimestre de 2025, encerrando o ano em 8,2%. O indicador, apurado pela Serasa Experian, representa alta de 1 ponto percentual ante o mesmo período de 2024. Agricultores seguem com margens apertadas diante de custos elevados.

Segundo a Serasa, a inadimplência vem crescendo de forma gradual desde o fim de 2024, apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos. O cenário é marcado por fluxo de caixa pressionado, preços voláteis e crédito mais seletivo.

A pauta de custos modernos dispara: fertilizantes e combustíveis registraram alta influenciada pela guerra no Irã. Parte das dívidas está concentrada em instituições financeiras, totalizando 7,2% entre o universo rural, conforme o levantamento.

Persistência de dados e perfis de devedores

Entre os perfis, produtores sem informação de registro rural apresentaram o maior nível de inadimplência, 9,9%. Em seguida aparecem grandes proprietários (9,8%), médios (8,3%) e pequenos produtores (7,8%).

Análise regional e fatores de melhoria

Entre estados, Rio Grande do Sul teve a menor taxa, 5,3%, seguido por Paraná e Santa Catarina. O relatório aponta cooperações locais, uso de seguros agrícolas e linhas de crédito para renegociação como fatores relevantes no desempenho gaúcho.

A inadimplência no setor é um dos indicadores que afetam resultados de financiadores, incluindo o Banco do Brasil, principal agente de financiamento do agronegócio. O índice considera dívidas vencidas há mais de 180 dias, de pessoas físicas ligadas ao meio rural e às empresas do setor.

as informações são baseadas no levantamento da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira.

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