- O J.P. Morgan Asset Management iniciou a ofensiva para ampliar ETFs ativos no Brasil, onde esse tipo de fundo representa cerca de 1% do mercado de fundos.
- No primeiro trimestre, a gestora lançou no Brasil o ETF JEPI39, com gestão ativa por meio de um Brazilian Depositary Receipt; até o fim do ano espera ter quase 10 produtos no país.
- O JEPI39 é o maior ETF ativo do mundo, com cerca de US$ 45 bilhões sob gestão, oferecendo exposição em reais a ações americanas com venda de opções de compra para gerar renda mensal.
- Em 2025, ETFs ativos respondem por 25% dos fluxos líquidos globais; neste ano, a participação subiu para 38%, impulsionando a emissão de novas opções ativas.
- A estratégia brasileira incluirá trazer várias estratégias globais da casa, visando oferecer aos investidores locais uma gama de ETFs ativos para compor carteiras de ações, renda fixa e derivativos.
A J.P. Morgan Asset Management iniciou uma ofensiva para ampliar a presença de ETFs ativos no Brasil, após o lançamento do primeiro BDR de ETF ativo listado na B3. A estratégia ocorre em meio a um mercado brasileiro com cerca de 1% de participação de ETFs ativos, considerado ainda em estágio inicial.
A gestora aponta que o ETF JEPI39, lançado no primeiro trimestre, funciona como um fundo de índice com gestão ativa via BDR. Até o fim do ano, a empresa projeta ampliar significativamente o portfólio no Brasil, mirando quase 10 produtos entre as suas melhores estratégias globais.
O próprio JEPI39, escolhido como estreia brasileira, é o maior ETF ativo do mundo, com aproximadamente US$ 45 bilhões em gestão. Ele oferece acesso em reais à estratégia norte-americana de ações com venda de opções, buscando menor volatilidade e renda mensal em dólar.
O que motiva a aposta em ETFs ativos
O executivo Travis Spence, head global de ETFs do grupo, afirma que a fronteira está se expandindo para além das grandes ações de tecnologia, com potencial em setores, geografias e renda fixa. A tendência aponta para mais oportunidades na gestão ativa global.
Na renda fixa, a gestão ativa aparece como demanda dominante entre investidores; o veículo ETF facilita acesso, liquidez e eficiência. Esse cenário sustenta a ideia de que ETFs ativos devem ganhar espaço frente aos mutual funds em várias regiões.
Brasil como foco da expansão global
O Brasil é visto como mercado com espaço para crescimento relevante dos ETFs ativos, por apresentar opções limitadas para exposição a mercados globais. A J.P. Morgan pretende trazer várias de suas estratégias globais para o Brasil, por meio de ETFs, para compor carteiras com ações, renda fixa e derivativos.
Segundo a gestão global, os ETFs ativos já respondem por cerca de 38% dos fluxos globais de ETFs neste ano, em um segmento que representa US$ 2,3 trilhões em ativos. A expansão no Brasil visa oferecer opções mais sofisticadas para investidores locais.
Perspectivas de oferta e impacto no Brasil
A previsão é de maior emissão de ETFs ativos nos próximos dois a três anos, com maior variedade de produtos. A empresa enxerga o varejo internacional e institucionais como motores do crescimento, ampliando adoção de ETFs em estratégias de alocação de portfólio.
O JEPI foi desenvolvido para combinar exposição acionária com renda mensal e redução de volatilidade, fornecendo proteção parcial em quedas. A estratégia de derivativos associada é destacada como uma via de renda recorrente com controle de risco.
Entre na conversa da comunidade