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O que é preciso para chegar a cargos de C-level

Especialista diz que maturidade emocional e inteligência relacional pesam mais que conhecimento técnico para chegar a cargos de c‑level, com o CISO ganhando importância na IA

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  • O texto explica o que é o C‑level (chief/chefia) e apresenta cargos como CEO, CFO, CMO, CTO e CHRO, com suas funções resumidas.
  • A especialista Daniela Simi destaca que o cargo de CISO (Chief Information Security Officer) cresce conforme a adoção de IA nas empresas.
  • Existem dois caminhos para chegar ao topo: liderar uma grande empresa ou ser dono da própria empresa, demandando habilidades diferentes.
  • As competências centrais costumam ser maturidade emocional, inteligência relacional, autogestão, empatia e autoconhecimento; o conhecimento técnico continua importante, mas não é determinante no topo.
  • Para chegar ao topo, é essencial curiosidade, visão sistêmica, protagonismo e proatividade, bem como a capacidade de engajar e compreender o ambiente da organização.

O termo c-level (ou c-suite) designa os cargos de liderança máxima nas empresas, vindo de chief, em inglês. Profissionais nesse nível atuam na gestão estratégica e na interface com o conselho. A popularização envolve posições como CEO, CFO, CMO, CTO e CHRO, entre outras.

A especialista Daniela Simi, da ZRG Partners, destaca que o papel de CISO, responsável pela segurança da informação, ganha relevância com o aumento da adoção de IA nas organizações. Ela aponta que o mercado tem observado esse movimento e a demanda por profissionais nessa área cresce.

Dois caminhos diferentes costumam levar ao topo. Ser CEO de uma grande empresa exige habilidades para escalonar a gestão de um negócio que nem sempre é propriedade do executivo, enquanto empreender demanda foco maior em empreendedorismo e visão de negócio próprio.

Segundo Simi, não existe um tipo único de profissional que chega aos cargos c-level. A seleção depende do perfil da empresa, da história do executivo dentro da organização e das competências valorizadas. Um traço comum é a maturidade e a inteligência emocional.

A especialista enfatiza que, para chegar ao topo, a base é o conhecimento técnico, mas a performance passa pela capacidade de autogestão, influência e empatia. A avaliação costuma considerar as relações interpessoais e o autoconhecimento, além da visão sistêmica.

Entre as competências-chave, Simi aponta curiosidade e a habilidade de conectar acontecimentos de forma sistêmica. Profissionais bem-sucedidos costumam demonstrar interesse pelo funcionamento da empresa como um todo, não apenas da área de atuação.

No início da carreira, o diferencial costuma ser o desempenho individual. Com a ascensão à liderança, o foco passa a ser o impacto gerado pelas ações na equipe e no ambiente de trabalho, conforme a executiva. Saber engajar e motivar é visto como fator de eficiência.

Quando questionada sobre habilidades de jovens profissionais que progredirão na carreira, Simi cita o protagonismo como essencial. Apropriar-se da própria trajetória e agir com proatividade, lendo o ambiente, são caminhos para avançar.

Essa visão contempla a ideia de que o caminho para cargos de liderança exige aprendizado contínuo, abertura a mudanças e disposição para evoluir, sem perder o foco estratégico e a responsabilidade pelo conjunto da organização.

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