- A Raízen trabalha para finalizar o texto do plano de recuperação extrajudicial, com prazo de entrega à Justiça em uma semana e aprovação de 50% mais 1 dos credores, e espera ter o documento pronto até quarta-feira (03).
- O grupo de detentores de dívida em dólar (bondholders) aceitou a proposta, ainda que tenham buscado condições melhores; o acordo é visto como próximo, mas complexo.
- A empresa renegocia R$ 65 bilhões de dívidas; credores estão praticamente alinhados, mas permanecem diversos detalhes a serem discutidos, incluindo a cisão futura das operações de usinas e distribuição.
- A cisão prevista era parte de uma proposta anterior com aporte do BTG Pactual, que não foi aceita pela Shell, co-controladora da Raízen; ao final, a Cosan manteria menos controle, com a Shell ficando como sócia dominante.
- A Shell, em nota, disse apoiar a recuperação em comum acordo com credores e que aportaria R$ 3,5 bilhões como parte da solução; Cosan e Raízen não comentaram até o momento.
A Raízen está em fase final de negociação para um acordo de recuperação extrajudicial. O objetivo é apresentar um texto aos credores e à Justiça que tenha aprovação de pelo menos 50% mais 1 dos credores. O prazo para entregar o plano é de uma semana, com a data-alvo na quarta-feira 03, no Brasil.
Além de consultores financeiros e jurídicos, a empresa busca alinhamento com investidores bancários, externos e locais. A ideia é que o documento final esteja pronto para validação pelos credores ao longo desta semana, mantendo o processo em andamento mesmo diante de divergências.
Os detentores de dívida em dólar participaram das conversas, mesmo tendo saído da mesa há cerca de um mês. Fontes dizem que eles perceberam que a empresa não tem muitas concessões a oferecer sem impactar a operação. A negociação envolve vários contratos e questões complexas que dificultaram um acordo rápido.
Detalhes da renegociação
A Raízen negocia R$ 65 bilhões em dívidas e divulgou recente material de apresentação aos investidores com projeções e propostas. Credores estão em grande parte alinhados, mas discutem vários pontos ainda pendentes.
Entre as pendências está a cisão futura das operações das usinas e da distribuição, que pode ou não constar no texto final. A proposta inicial incluía aporte de terceiros, mas a Shell, co-controladora, não incorporou o oferecimento da Cosan.
Ainda sem conclusão, a estrutura financeira contemplaria a diluição da participação da Cosan, com controle passando à Shell, em um cenário sem o aporte do BTG Pactual. A cisão permanece na mesa para facilitar gestão e solvência.
De modo geral, as partes esperam chegar a 50% + 1 com alguma margem para avançar com o plano de recuperação extrajudicial.
A Shell, acionista, apoia a decisão de a Raízen buscar a recuperação em comum acordo com os credores. A empresa planeja investir cerca de R$ 3,5 bilhões como parte da solução estrutural. A Shell reforça o compromisso com o futuro do negócio, em diálogo com a Raízen e credores. Procuradas, Cosan e Raízen não comentaram até o momento.
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