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SUS aposta em IA para cobrar reembolsos de planos de saúde

Agência Nacional de Saúde aposta em IA para analisar impugnações de planos de saúde no ressarcimento ao SUS, visando reduzir impugnações e cobranças

Ilustração de duas mãos robóticas em um fundo branco. A mão esquerda segura um lápis e a mão direita, um estetoscópio.
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  • A ANS vai usar IA chamada Iara para analisar e automatizar contestações de planos de saúde no processo de reembolso ao SUS.
  • O projeto, com investimento total de R$ 2,7 milhões financiado pela Finep, é executado pela empresa Paipe em parceria com a ANS.
  • A expectativa é entregar o módulo inicial até o final de 2026 e ter a tecnologia implantada até 2028.
  • A ferramenta deve reduzir impugnações, padronizar respostas e tornar a análise menos dependente de subjetividade humana.
  • Entre 2019 e 2024, 45% das cobranças foram impugnadas, totalizando R$ 6,1 bilhões cobrados, com R$ 2,1 bilhões reembolsados e R$ 600 milhões parcelados.

O SUS investe em IA para automatizar o reembolso de planos de saúde. A ferramenta, batizada de Iara, será usada pela ANS para analisar contestações apresentadas pelas operadoras e acelerar o fluxo de cobrança junto ao Fundo Nacional de Saúde.

A iniciativa envolve a contratação da Paipe, empresa de software especializada em automação com IA, por meio de edital público. O objetivo é identificar rapidamente os motivos das impugnações e indicar informações necessárias a partir da documentação anexada aos processos.

O projeto tem apoio financeiro da Finep, que investe 2,7 milhões de reais na empresa. A paipe recebe parcela de 51,8 mil reais como contrapartida, enquanto a agência e a fabricante dividem responsabilidades na implementação.

O cronograma prevê que o módulo inicial seja entregue até o fim de 2026, com implantação prevista para 2028. A tecnologia está em fase de homologação para começar a ser utilizada.

Entre 2019 e 2024, as impugnações responderam por 45% das cobranças do órgão, totalizando 6,1 bilhões de reais cobrados aos planos de saúde. Desses, 2,1 bilhões foram reembolsados e 600 milhões pagos em parcelas.

A ANS destaca que a IA deve reduzir o volume de impugnações e padronizar respostas, reduzindo a subjetividade humana. A expectativa é que a ferramenta aumente a eficiência na análise de cobranças.

Especialistas apontam que boa parte dos atendimentos não chega à cobrança e que, quando ocorre, os processos são complexos. A tecnologia pretende tornar esse fluxo mais ágil e objetivo, com maior transparência.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, por sua vez, vê a IA como oportunidade de ganho de eficiência, mas requer critérios claros para validação ou rejeição de contestações, além da participação das operadoras no treinamento da ferramenta.

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