- O CFO Guilherme Lago deixou o Nubank; Bank of America rebaixou a ação para venda e Santander retirou o banco da lista de top picks.
- Analista do BofA considerou a saída uma surpresa negativa, mesmo com a chegada de Rob Livingston para substituir Lago, que tem experiência em serviços financeiros.
- A transição traz incerteza, principalmente diante de expansão do Nubank para México, Colômbia e Estados Unidos e da recente rotatividade no C‑level.
- Além de Lago, saíram outros executivos: Youssef Lahrech, Jag Duggal, Vitor Olivier e Ravi Prakash, o que, na visão do BofA, aumenta a dúvida sobre a execução da gestão.
- Santander afirmou que a saída envia mensagem negativa, mantendo a recomendação atual apenas por enquanto; Lago era o principal executivo de relacionamento com investidores.
- O BofA reduziu o preço‑alvo de US$ 16 para US$ 10; o papel negocia em torno de US$ 12, com valor de mercado próximo a US$ 63 bilhões.
O Bank of America cortou a recomendação do Nubank para venda após a saída do CFO Guilherme Lago, anunciada recentemente. O Santander retirou o Nubank de sua lista de top picks, sinalizando mudança de tom no mercado sobre a empresa.
O BofA ressaltou que a saída de Lago é uma surpresa negativa, mesmo com a entrada de Rob Livingston como substituto. O banco lembra que Lago era peça-chave no IPO, na disciplina financeira e no relacionamento com acionistas, e aponta incerteza com a transição.
O analista do BofA destacou que a saída ocorreu em meio a mudanças significativas no time executivo nos últimos dois anos, aumentando a percepção de fragilidade na gestão. Outros executivos deixaram a empresa recentemente, agravando a incerteza de execução.
No comunicado, o Nubank informou que manterá a força da marca, da base de clientes e do modelo de aquisição. Porém, o banco reduziu o preço-alvo da ação de US$ 16 para US$ 10, com múltiplo de 13x lucro em comparação a 19x antes.
O Santander também avaliou o impacto da saída de Lago, afirmando que ele era o principal elo com investidores. O analista destacou que a credibilidade da gestão fica mais fragilizada e a visibilidade de ativos pode recuar.
Segundo o Santander, além do CFO global, o Nubank contratará um CFO voltado ao Brasil. A instituição reiterou que as falas do primeiro trimestre sobre o risco de crédito permanecem válidas.
O Bank of America foi o primeiro dos 20 bancos que acompanham o Nubank a indicar venda. Os demais recomendam compra, mantendo diferenças relevantes entre as casas de análise.
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