- Bradesco Asset Management planeja ampliar operações em Miami, com novas contratações e aumento da oferta de produtos, para atender à crescente demanda estrangeira por ativos brasileiros.
- A cidade é apresentada como o principal hub offshore da gestora, com o executivo Ricardo Eleutério à frente da expansão; Clayton Rodrigues será transferido para Miami no segundo semestre, assumindo o cargo de chefe de gestão de portfólios.
- Executivos apontam que o interesse estrangeiro pelo Brasil está no nível mais alto dos últimos quinze anos, impulsionado por um cenário macroeconômico global favorável à diversificação.
- Investidores estrangeiros já aplicaram mais de R$ 40 bilhões na B3 neste ano, e o real figura entre as moedas com melhor desempenho mundial.
- Além de Miami, a Bradesco Asset amplia presença em Ásia, Europa e América Latina, com parcerias como China Asset Management Co. para ETFs e estudo de oportunidades na América do Norte (México e Canadá).
A Bradesco Asset Management planeja ampliar sua atuação em Miami, com novas contratações e expansão da oferta de produtos, em resposta ao crescimento da demanda externa por ativos brasileiros. A operação visa fortalecer o hub offshore na capital da Flórida.
Ricardo Eleutério, diretor da Bradesco Asset, afirma que Miami se tornou o principal centro offshore da gestora, que administra mais de R$ 1 trilhão. A meta é ampliar a distribuição e a gestão de portfólios para investidores internacionais.
Como parte da expansão, Clayton Rodrigues será transferido de sua posição atual para Miami no segundo semestre. Ele atuará como chefe de gestão de portfólios e se juntará a Roger Freitas, contratado em fevereiro, e a Eiji Aono, gestor de portfólio.
Priscila Ramirez, executiva de desenvolvimento de negócios em Miami, destaca que o interesse estrangeiro por ativos brasileiros está no nível mais alto dos últimos 15 anos, impulsionado por cenários macroeconômicos globais que favorecem diversificação.
O Ibovespa teve valorização expressiva no começo do ano, com forte fluxo de capitais estrangeiros e a América Latina ganhando espaço como diversificação frente aos EUA. O Brasil também se beneficia pela alta do petróleo e pelo diferencial de juros.
Investidores estrangeiros já aportaram mais de R$ 40 bilhões na B3 neste ano, enquanto o real está entre as moedas com melhor desempenho global, segundo dados analisados pela gestora. A Bradesco Asset aposta na continuidade desse movimento.
Expansão internacional e parceiros
A Bradesco Asset amplia presença na Ásia, Europa e América Latina. Em parceria com China Asset Management Co. e China Universal, lançou ETFs que seguem ações chinesas listadas em Xangai e Shenzhen.
Rodrigo Eleutério, diretor, ressalta que ampliar atuação na China por meio de parcerias locais e ETFs é prioridade da estratégia offshore, com foco em oferecer exposição à China continental aos investidores locais.
Na América do Norte, a gestora avalia oportunidades no México e no Canadá, com Freitas à frente da iniciativa. O objetivo é atender clientes estrangeiros e brasileiros com maior presença internacional.
A gestão reforça que a estratégia norte-sul busca levar expertise brasileira ao exterior e, simultaneamente, aproximar investidores brasileiros de oportunidades globais, sem emitir avaliações ou opiniões pessoais.
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