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CNI aponta risco às exportações com tarifa de 25% dos EUA

CNI alerta sobre risco de tarifa de 25% dos EUA a produtos brasileiros e defende diálogo para evitar danos à cadeia produtiva e ao comércio bilateral

Brasília, DF 16/11/2023 O presidente da CNI, Ricardo Alvarez Alban, fala durante lançamento do novo programa Brasil Mais Produtivo, na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Governo dos Estados Unidos propõe tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, sinalizando risco para exportações.
  • Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha a iniciativa com preocupação e defende diálogo para evitar prejuízos bilaterais.
  • A CNI afirma que a medida pode afetar cadeias produtivas Brasil–Estados Unidos e comprometer relação comercial construída há décadas.
  • Em 2025, as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os EUA somaram US$ 30,2 bilhões, 4,2% abaixo de 2024, com quedas em nove dos quinze principais segmentos.
  • Audiência pública sobre a proposta está marcada para 6 de julho; a CNI vê a consulta como oportunidade para defender o fluxo comercial entre os dois países.

A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu o alerta na indústria brasileira. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou acompanhar com preocupação a iniciativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A entidade defende o fortalecimento do diálogo entre Brasil e EUA para evitar prejuízos econômicos.

A CNI lembra que a medida pode afetar cadeias produtivas integradas e comprometer uma relação comercial construída ao longo de décadas. A parceria econômica entre os dois países é vista pela indústria como estratégica, beneficiando empresas e consumidores de ambos os lados.

Para a entidade, a imposição de novas barreiras tem potencial de gerar impactos negativos não apenas para a indústria brasileira, mas também para o mercado norte-americano. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige análise técnica e diálogo, e que a entidade está pronta para contribuir nas negociações.

Dados da CNI apontam que as exportações brasileiras da indústria de transformação para os EUA recuaram em 2025. O setor faturou US$ 30,2 bilhões no ano, 4,2% abaixo de 2024. Entre 15 principais segmentos, nove apresentaram queda nas remessas ao mercado norte-americano, com as maiores perdas em metais, madeira, celulose e papel e veículos.

Em relatório parcial, a CNI conclui que a tarifa adicional pode ampliar dificuldades setoriais e reduzir a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA. A entidade reforça a necessidade de manter o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Diálogo e próximos passos

A discussão sobre a medida deve ganhar curso nas próximas semanas. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública para debater a proposta e receber contribuições de empresas, entidades e governos interessados.

A CNI avalia que a consulta pública é oportunidade para o Brasil apresentar informações técnicas e argumentos em defesa da manutenção do comércio. A entidade continuará acompanhando o tema e atuando junto a autoridades brasileiras, setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que preservem a parceria econômica bilateral e evitem medidas que possam afetar investimentos, empregos e comércio entre Brasil e EUA.

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