- No primeiro trimestre, o prejuízo da estatal Correios totalizou 3,1 bilhões de reais, 82% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
- A perda equivale a 35 milhões de reais por dia, ou 1,4 milhão de reais por hora.
- Mantido o ritmo, o ano deverá fechar com um déficit de 12 bilhões de reais, possivelmente atingindo novo recorde.
- O cenário é associado a gestão influenciada por interesses privados e sindicais, com fiscalização limitada do governo, Congresso e Judiciário; há dúvidas sobre o acervo de 23 mil ações judiciais, incluindo 7,4 bilhões de reais reservados em março para despesas com processos, cuja checagem não foi concluída.
- A Correios emprega cerca de 84 mil pessoas e atua em cinco mil municípios.
O balanço divulgado nesta segunda-feira (1/6) mostra que os Correios registraram prejuízo no primeiro trimestre. A perda soma 3,1 bilhões de reais, 82% acima do mesmo período do ano anterior, quando foi de 1,7 bilhão.
A empresa acumula números que evidenciam deterioração fiscal e operacional. O rombo diário entre janeiro e março foi de 35 milhões de reais, resultando em perdas de aproximadamente 1,4 milhão por hora.
A projeção para o ano aponta um déficit de cerca de 12 bilhões de reais, o que configuraria récorde, bem acima dos 8,5 bilhões de 2025. O contexto é apresentado como reflexo de mudanças estruturais na gestão pública.
Despesas com contencioso e governança
Entre as dificuldades apontadas, está a incerteza sobre o acervo de ações judiciais, estimado em 23 mil processos. Em março, foram reservados 7,4 bilhões de reais para cobrir despesas com ações e sentenças, mas auditores não concluíram a avaliação da suficiência desse montante.
Relatório interno indica que há lacunas na fiscalização e no controle governamental, com impactos sobre as contas. O documento não traz conclusões definitivas, mas sinaliza ajustes necessários no equilíbrio financeiro da estatal.
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