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Curtailment freia expansão de geradoras de energia renovável

Curtailment freia renováveis; soluções rápidas, como leilão de baterias e exportação de EVT, visam mitigar perdas e ampliar integração regional

Foto: Imagem usando ativos da Freepik.com / DINO
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  • O curtailment, redução forçada da geração, é um desafio estrutural com alta participação de renováveis no SIN, gerando prejuízos estimados em R$ 3,5 bilhões em 2025 e ~2.280 MW médios de energia eólica e solar deixados de injetar no sistema.
  • O Ministério de Minas e Energia trabalha em uma Consulta Pública nº 220/2026 para ampliar mecanismos de exportação de excedentes e mitigar restrições operacionais.
  • Entre as medidas está a exportação de energia para países vizinhos e o aproveitamento da Energia Vertida Turbinável (EVT) das hidrelétricas, que registrou cerca de 2.400 MW médios em 2025.
  • A Portaria MME nº 918/2026 propõe contratos de médio prazo para fornecimento firme ao Cone Sul, com EVT-A para melhor aproveitamento do potencial hidráulico.
  • A sinalização de curto prazo inclui o leilão de baterias para armazenamento em larga escala e a abertura total do mercado livre até 2028, visando reduzir o curtailment e ampliar a demanda por renováveis.

O setor elétrico brasileiro enfrenta um desafio persistente: o curtailment, a redução forçada da geração, mesmo com disponibilidade de energia. O tema ganhou destaque com o aumento de renováveis variáveis e a necessidade de manter a confiabilidade do SIN.

Dados apontam que, em 2025, cerca de 2.280 MW médios de geração eólica e solar ficaram fora do sistema por excesso de oferta, gerando prejuízo estimado em 3,5 bilhões de reais para o setor. A situação afeta previsibilidade financeira e viabilidade dos empreendimentos.

O Ministério de Minas e Energia promoveu consultas públicas para ampliar mecanismos de exportação de excedentes e mitigar restrições operacionais. O ONS afirma que o curtailment é realidade comum em sistemas com grande participação renovável e demanda por ajustes estruturais.

Medidas para mitigar o curtailment

A proposta envolve a exportação de energia excedente para vizinhos como alternativa rápida. Também ganha relevância a Energia Vertida Turbinável (EVT) e a EVT-A, que visam melhor aproveitamento do potencial hidráulico e normalização da operação.

A Portaria MME 918/2026 prevê contratos de médio prazo com risco firme de fornecimento ao Cone Sul, simulando demanda na operação e formação de preços. A ideia é ampliar o lastro físico e integrar fontes diversas com maior interligação regional.

Visões do setor e prazos para mudanças

Advogados e especialistas destacam necessidade de ações rápidas para reduzir perdas, ao lado de soluções de longo prazo. Entre elas, o leilão de baterias para armazenamento e a abertura total do mercado livre até 2028, com maior absorção de energia renovável desperdiçada.

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