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Estudo aponta que 55,4% das mulheres resolveram situação financeira em silêncio

Estudo revela que mais da metade das mulheres resolve finanças em segredo, carregando peso emocional e risco de vulnerabilidade

Pesquisa revela relação delicada entre as finanças e a saúde mental feminina — Foto: Magnific
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  • Pesquisa da Velotax com 4.571 pessoas, entre 2 e 31 de janeiro de 2026, mostra que 55,4% das mulheres já resolveram uma situação financeira em segredo para manter as aparências.
  • Além disso, 38,3% disseram ter alguém próximo que não pode saber que o orçamento apertou.
  • Em relação aos sentimentos, 39,8% indicaram esperança e 30,5% ansiedade ao pensar na vida financeira.
  • Perfil financeiro feminino: 57,2% classificam a situação como “mais ou menos”, 24,7% dizem estar organizadas e 18,1% desorganizadas.
  • No crédito, 97,8% das entrevistadas desejariam apenas resolver o problema e não esconder ou postergar, destacando a busca por soluções reais.

O estudo trazido pela Velotax, fintech de crédito, ouviu 4.571 brasileiros entre janeiro e março de 2026 para entender o peso emocional das finanças. O levantamento destaca um aspecto relevante: 55,4% das mulheres já resolveram situações financeiras em segredo para manter as aparências.

Entre as entrevistadas, 38,3% apontaram ter alguém próximo que não pode saber que o orçamento apertou. Os dados indicam que a vergonha de expor vulnerabilidade financeira costuma pesar mais do que a própria situação econômica.

A pesquisa ocorreu de 2 a 31 de janeiro de 2026, com 61 perguntas em formulário online. A amostra incluiu 46,9% de mulheres entre os participantes, em diferentes regiões do Brasil, reforçando o recorte de gênero presente no estudo.

Ansiedade, esperança e falas não ditas

Ao pensar na própria vida financeira, 39,8% das mulheres disseram sentir esperança, enquanto 30,5% citaram ansiedade. Frustração ficou em 10,8% e medo direto, 6,7%. A convivência de sentimentos revela o equilíbrio entre esforço e desgaste.

Quase metade das entrevistadas pensa em uma frase que costuma ficar apenas na mente: 46,4% acreditam que deveriam estar melhores. Outros 33,3% compartilham a sensação de que fazem o possível, mas ainda não é suficiente.

Para o cofundador da Velotax, o retrato mostra um Brasil que tenta reorganizar a vida financeira antes de recorrer ao crédito, mas que vive com pouca margem para imprevistos. O estudo reforça a necessidade de informações financeiras claras e soluções transparentes.

Perfil da vida financeira e necessidades de crédito

A maioria classifica a vida financeira como “mais ou menos” (57,2%), apenas 24,7% dizem estar organizadas, e 18,1% afirmam estar desorganizadas. A percepção de urgência é alta: 42,8% esperam manter o atual até menos de um mês, 28,4% estimam de 1 a 3 meses.

A pressão financeira mensal atinge 22,4% das mulheres, e 63,7% relatam episódios ocasionais de aperto. Em relação ao crédito, 62,7% desistem devido aos juros altos, enquanto 14,8% perdem a confiança nas instituições. Apenas 8,6% abandonam por medo de não pagar.

Responsabilidade e o desafio do silêncio

Mais da metade das mulheres (56,4%) reconhece que suas próprias decisões contribuíram de forma relevante para a situação atual. Origina-se aí a percepção de culpa associada a desigualdade de salário, pouca rede de apoio e custo de vida elevado.

Ao final, 97,8% das entrevistadas apontaram uma necessidade comum: resolver o problema financeiro, em vez de esconder ou adiar. O relatório evidencia que o silêncio não é escolha, mas imposição social que afeta o bem-estar financeiro.

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