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Febraban reage às críticas de Trump ao Pix

Febraban defende o Pix diante de críticas dos EUA, alegando que o USTR baseou-se em informações incompletas e que a plataforma é aberta e neutra

Pix (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)
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  • A Febraban defendeu o Pix, dizendo que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) se basearam em informações incompletas sobre a plataforma.
  • A defesa ocorre em meio a uma investigação comercial dos EUA que cita o Pix como possível fator de limitação à concorrência de empresas americanas no Brasil.
  • A entidade afirma que o Pix é uma infraestrutura de pagamentos, não um produto, criada para ampliar a competição e a eficiência do sistema financeiro.
  • Segundo a Febraban, o Pix é uma plataforma aberta, disponível para todos os residentes do país, sem barreiras de entrada por porte ou segmento.
  • A federação destaca que transferências entre pessoas físicas são gratuitas, e que o sistema contribui para inclusão financeira e ganhos de eficiência para empresas; a discussão ocorre no contexto de uma tentativa de tarifa adicional dos EUA sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o Pix após críticas do governo dos Estados Unidos. A entidade disse que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) foram baseadas em informações incompletas sobre o objetivo e o funcionamento da plataforma.

A notícia acompanha uma investigação comercial dos EUA que aponta o Pix como fator que pode dificultar a atuação de empresas americanas no mercado brasileiro. A Febraban afirmou que o sistema não tem fins comerciais e serve para ampliar a concorrência no sistema de pagamentos.

Sistema aberto

A federação negou que o Pix seja discriminatório. Segundo a Febraban, não existem barreiras para novos participantes, independentemente do porte ou segmento. A única exigência é operar no mercado nacional, pois o sistema transaciona em reais.

A entidade afirmou que o Pix funciona como plataforma aberta, disponível a residentes no Brasil, sejam pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras. Transferências entre pessoas físicas são gratuitas; para empresas, podem existir cobranças, sem distinção entre locais.

Impacto econômico

A Febraban também ressaltou que o Pix tem contribuído para inclusão financeira ao reduzir custos e ampliar o acesso aos pagamentos digitais. O sistema traz ganhos de eficiência para empresas em operações de baixo valor.

A defesa ocorre em meio a cobranças de que o Pix facilitaria vantagens para instituições brasileiras. A discussão ocorre ainda diante da proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras, anunciada pelo governo dos EUA.

A Febraban espera que contribuições do Banco Central, de bancos brasileiros e de bancos americanos ajudem a esclarecer as questões levantadas pelo USTR durante a consulta pública. (Agência Brasil)

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