- O governo Lula mira investimentos chineses no turismo, com foco em hotelaria, infraestrutura, parques, cruzeiros e experiências na natureza.
- Como medida para facilitar, o Ministério do Turismo traduziu um guia de investimentos ao mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões (R$ 22 bilhões).
- Um dos empreendimentos destacados é o Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, que prevê 1,3 milhão de metros quadrados e será o maior do Nordeste, com incentivos fiscais.
- A estratégia aponta a China como alvo por ser um dos maiores emissores de turistas, já que o Brasil é o destino de maior interesse dos chineses na América do Sul.
- Em dois mil e vinte e cinco, o Brasil foi o principal destino de investimentos chineses no país, com US$ 6,1 bilhões, alta de quarenta e cinco por cento; e há isenção de visto para chineses por até trinta dias por ano.
O governo Lula mira investimentos chineses no setor de turismo, buscando ampliar a presença de visitantes no Brasil. O foco está em hotelaria, infraestrutura turística, parques, cruzeiros e experiências na natureza.
Uma ação do Ministério do Turismo foi traduzir para o mandarim um guia de investimentos, elaborado com apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe e da Organização Mundial do Turismo. Projetos podem chegar a US$ 4,5 bilhões.
Entre os destaques do guia está o Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa, na Paraíba, com 1,3 milhão de m² destinados a um complexo turístico. Segundo a pasta, será o maior do Nordeste ao final da obra.
A equipe afirma que incentivos fiscais são atrativos para investidores. Dados indicam interesse de China em explorar o turismo corporativo e de lazer no Brasil, visando ampliar a participação neste setor.
Objetivo estratégico
O ministro Gustavo Feliciano afirmou que a China é um dos maiores emissores de turistas e que o diálogo facilita a entrada de capitais para turismo de lazer e recreação. A tradução facilita a comunicação com empreendedores chineses.
A trajetória recente confirma forte relação comercial entre os dois países. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil, o que sustenta o impulso ao turismo de negócios e ao turismo de lazer.
Em 2025, o Brasil liderou os investimentos chineses no exterior no continente, com US$ 6,1 bilhões em projetos no país, um aumento de 45% frente a 2024, segundo o CEBC. A sinalização oficial reforça esse movimento.
Facilitação de vistos
Outra frente envolve a isenção de visto para chineses, vigente desde o início de maio. Turistas podem permanecer até 30 dias por ano sem visto, o que deve estimular o fluxo de visitantes.
A medida é vista como reciproca em relação à dispensa de visto para brasileiros que viajam à China, anunciada no ano anterior. Pequim já mantinha a isenção para brasileiros sob um pacote maior.
As negociações para formalizar a reciprocidade ocorreram por meio de notas publicadas em abril, quando o chanceler chinês assinou retroativamente a retirada da exigência.
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