- A CNI mostra preocupação com um possível tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, dizendo que isso pode prejudicar a indústria e o mercado norte‑americano, e que há espaço para diálogo técnico.
- No ano passado, as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os EUA caíram 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões; nove dos quinze principais setores registraram quedas em 2025, com maiores recuos em metal (-31,6%), madeira (-20%), celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%).
- A Fiesp também acompanhou com preocupação o relatório preliminar do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), destacando impacto negativo nas relações bilaterais e na competitividade do Brasil.
- A Fi emg alerta que, mesmo em fase de consulta pública, a medida pode trazer impactos relevantes para a economia brasileira e que o governo precisa agir de forma firme e técnica para evitar prejuízos às exportações, com foco na lista de produtos isentos.
- O USTR deve realizar audiência pública em 6 de julho para debater o tema, com recebimento de comentários por escrito; a entrada em vigor da tarifa, se mantida, pode ocorrer em 15 de julho.
O governo dos Estados Unidos sinalizou na noite desta segunda-feira a possibilidade de aplicar tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A medida pode intensificar o impacto já observado sobre exportações nacionais, especialmente para o setor de transformação. O anúncio ocorre em meio a tensões comerciais entre os dois países.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu com cautela, destacando que a relação Brasil-EUA é estratégica e que tarifas adicionais prejudicariam ambas as economias. A entidade informou que está pronta para colaborar com negociações técnicas para evitar impactos maiores.
Dados da CNI apontam queda de 4,2% nas exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os EUA em 2025, na comparação com o ano anterior. As vendas totalizaram 30,2 bilhões de dólares, com quedas em nove dos 15 principais setores, sobretudo em metalurgia, madeira, celulose e veículos automotores.
Reações de sindicatos e federações
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou preocupação com o relatório preliminar do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), destacando impacto negativo nas relações bilaterais e na competitividade brasileira. A entidade pediu atuação rápida do governo para evitar danos às exportações antes da decisão final, prevista para julho.
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) também avaliou o tema como relevante para a economia brasileira. Mesmo em fase de consulta pública, a proposta pode ampliar a incerteza para exportadores e afetar investimentos, empregos e cadeias de produção. A entidade pediu atuação diplomática firme para barrar a tarifa ou ampliar isenções.
O que vem pela frente
As partes envolvidas vão acompanhar os desdobramentos do caso. No dia 6 de julho, o USTR promoverá audiência pública para debater o tema e receber comentários por escrito. A possibilidade de vigência da tarifa, caso não haja reversão, está prevista para 15 de julho.
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