- Em maio, investidores estrangeiros retiraram R$ 14,91 bilhões da B3 no mercado secundário, a maior saída desde agosto de 2023.
- Considerando IPOs e follow-ons, a saída líquida atingiu R$ 13,27 bilhões no mês.
- No acumulado de 2026, o saldo líquido sem IPOs e follow-ons é de R$ 41,63 bilhões; incluindo essas ofertas, chega a R$ 43,78 bilhões.
- A Elos Ayta aponta combinação de fatores externos e domésticos: valorização dos ativos brasileiros no início do ano e migração de recursos para mercados desenvolvidos devido a juros elevados nos Estados Unidos.
- O Ibovespa caiu 7,22% em maio, encerrando aos 173.787 pontos, com sete semanas seguidas de queda desde abril.
A fuga de capitais estrangeiros elevou o tombo da Bolsa de Valores de São Paulo em maio. Investidores internacionais retiraram recursos do mercado, pressionando o Ibovespa e ampliando o fluxo negativo no mês.
Dados da Elos Ayta Consultoria apontam que o saldo de recursos deixados no mercado secundário da B3 atingiu quase R$ 15 bilhões: R$ 14,91 bilhões saíram no período, sem considerar IPOs e follow-ons.
###Fluxo de saída e patamar histórico
Caso incluídos os aportes em IPOs e follow-ons, a saída líquida de maio sobe para R$ 13,27 bilhões, o maior recuo desde 2022. O total acumulado de 2026, desconsiderando IPOs, permanece positivo em R$ 41,63 bilhões; com IPOs, chega a R$ 43,78 bilhões.
###Fatores que ajudam a explicar o movimento
A Elos Ayta atribui o cenário a fatores externos e internos. A valorização de ativos brasileiros nos primeiros meses, combinada com a migração de recursos para mercados desenvolvidos frente a juros altos nos EUA, contribuiu para a retirada.
###Contexto do Ibovespa em maio
O Ibovespa fechou maio em 173.787 pontos, queda de 7,22% frente ao mês anterior, o pior resultado nominal desde fevereiro de 2023. O índice começou a recuar na segunda metade de abril, após superar a marca de 199 mil pontos, acumulando sete semanas seguidas de baixa.
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