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Mercado cripto precisa diferenciar privacidade de anonimato

Privacidade não é anonimato: transações são rastreáveis e dados podem ficar registrados em empresas reguladas; a autocustódia exige educação para uso seguro

Mercado cripto precisa diferenciar privacidade e anonimato, aponta executivo da Ledger
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  • Durante o TokenNation 2026, Daryl Akamine, Country Manager da Ledger no Brasil, aponta o desafio de diferenciar privacidade de anonimato em transações de blockchain.
  • Akamine afirmou que muitas pessoas acreditam que as operações com criptomoedas são totalmente anônimas, mas transações podem ser rastreadas por exploradores de blocos.
  • O principal problema não é a transação em si, e sim a identificação do usuário por trás do endereço digital; on-ramp e off-ramp costumam exigir verificação de identidade em empresas reguladas no Brasil, deixando rastro.
  • Quem busca maior privacidade pode usar protocolos específicos, mas isso exige autocustódia dos ativos.
  • A Ledger lançou a Ledger Academy, plataforma educacional com mais de 500 conteúdos sobre autocustódia e segurança digital para ampliar o conhecimento do público.

Durante o TokenNation 2026, Daryl Akamine, Country Manager da Ledger no Brasil, afirmou que o principal desafio da criptoeconomia é diferenciar privacidade de anonimato nas transações em blockchain. A fala ocorreu durante o evento.

Em entrevista ao BP Money, Akamine explicou que muitas pessoas acreditam que operações com criptomoedas são totalmente anônimas, o que não corresponde à realidade. A privacidade envolve medir quais dados permanecem visíveis.

Segundo o executivo, o rastreio de transações pode ocorrer por meio de exploradores de blocos, independentemente da criptomoeda. A identificação do usuário por trás do endereço é o ponto crítico.

Para ele, o que importa é o fluxo de entrada e saída de recursos, os chamados on-ramp e off-ramp, que costumam exigir verificação de identidade. Dados podem ficar registrados em empresas reguladas.

Caso o usuário opte por maior privacidade, é possível recorrer a protocolos específicos, mas isso envolve autocustódia dos ativos. A prática não elimina a necessidade de responsabilidade e conformidade.

Educação ainda é um dos maiores desafios do setor

Akamine destacou que há uma percepção equivocada sobre autocustódia associada a atividades ilícitas. O setor precisa investir em educação financeira e tecnológica.

Parte da população relaciona o uso de carteiras próprias a práticas suspeitas, o que dificulta a adoção da tecnologia. O executivo vê esse atraso como obstáculos a superar.

Ele defende maior clareza sobre funcionamento, benefícios e aplicações da blockchain no dia a dia, para investidores e empresas. O amadurecimento do mercado é uma tendência esperada a médio prazo.

Ledger aposta em conteúdo para ampliar conhecimento

A Ledger apresentou a Ledger Academy, plataforma educacional voltada a autocustódia e segurança digital. A iniciativa visa ensinar usuários a navegar com segurança no ecossistema cripto.

Akamine destacou que a plataforma reúne textos, vídeos, artigos e conteúdos de diferentes formatos. Segundo ele, já existem mais de 500 conteúdos disponíveis para diversos níveis de conhecimento.

O objetivo é reduzir riscos e fortalecer a proteção dos ativos digitais. A Ledger acredita que a educação é essencial para que usuários adotem a autocustódia com responsabilidade.

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