Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Zona do euro: inflação acelera e sustenta argumentos a favor de alta de juros

Inflação da zona do euro acelera para 3,2% em maio, núcleo sobe e reforça o argumento por alta de juros do BCE neste mês

A presidente do BCE, Christine Lagarde, fala a repórteres, em Frankfurt, na Alemanha - 12/09/2024 (Foto: Jana Rodenbusch/Reuters)
0:00
Carregando...
0:00
  • Inflacao da zona do euro ficou em 3,2% na base anual em maio, ante 3,0% em abril, acima da meta de 2% do BCE.
  • O aumento foi puxado pelos custos de energia (inflação de 10,9%) e por serviços (crescimento de 3,5%).
  • O núcleo da inflação subiu para 2,5% (de 2,2% em abril), impulsionado por serviços e leve alta nos produtos industriais.
  • Mercado esperava alta de 25 pontos-base na taxa de juros pelo BCE em 11 de junho, com possibilidade de mais aumentos no outono.
  • Mesmo com o cenário, a visão é de aperto modesto, diante de crescimento subjacente fraco e pressão inflacionária ainda elevada decorrente de energia e cadeias de oferta.

Segundo dados do Eurostat, a inflação na zona do euro acelerou para 3,2% em maio, diante de 3,0% em abril, entre 21 países que utilizam o euro. O avanço reforça o debate sobre medidas de política monetária. A leitura aponta para pressão de energia e serviços.

O núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, subiu para 2,5% em maio, ante 2,2% em abril. O aumento é conduzido por serviços e por uma alta modesta na inflação de produtos industriais, segundo a leitura publicada hoje.

Mercados precificaram quase integralmente um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros do BCE para 11 de junho, com expectativa de mais ajustes no outono. Preços elevados de energia podem se propagar pela economia e manter a pressão inflacionária.

Mesmo com a possibilidade de fim do conflito regional, danos à infraestrutura de energia e às cadeias de suprimento já causados tendem a manter a normalização lenta. A manutenção de tarifas e custos energéticos elevados é citada como fator de sustentação da inflação.

A zona do euro permanece como importadora líquida de energia, enquanto o setor industrial continua pressionado pela perda de gás russo, pela alta de tarifas dos EUA e por choques de oferta. A leitura indica desaceleração do crescimento subjacente, limitando repasses de custos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais