- Inflacao da zona do euro ficou em 3,2% na base anual em maio, ante 3,0% em abril, acima da meta de 2% do BCE.
- O aumento foi puxado pelos custos de energia (inflação de 10,9%) e por serviços (crescimento de 3,5%).
- O núcleo da inflação subiu para 2,5% (de 2,2% em abril), impulsionado por serviços e leve alta nos produtos industriais.
- Mercado esperava alta de 25 pontos-base na taxa de juros pelo BCE em 11 de junho, com possibilidade de mais aumentos no outono.
- Mesmo com o cenário, a visão é de aperto modesto, diante de crescimento subjacente fraco e pressão inflacionária ainda elevada decorrente de energia e cadeias de oferta.
Segundo dados do Eurostat, a inflação na zona do euro acelerou para 3,2% em maio, diante de 3,0% em abril, entre 21 países que utilizam o euro. O avanço reforça o debate sobre medidas de política monetária. A leitura aponta para pressão de energia e serviços.
O núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, subiu para 2,5% em maio, ante 2,2% em abril. O aumento é conduzido por serviços e por uma alta modesta na inflação de produtos industriais, segundo a leitura publicada hoje.
Mercados precificaram quase integralmente um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros do BCE para 11 de junho, com expectativa de mais ajustes no outono. Preços elevados de energia podem se propagar pela economia e manter a pressão inflacionária.
Mesmo com a possibilidade de fim do conflito regional, danos à infraestrutura de energia e às cadeias de suprimento já causados tendem a manter a normalização lenta. A manutenção de tarifas e custos energéticos elevados é citada como fator de sustentação da inflação.
A zona do euro permanece como importadora líquida de energia, enquanto o setor industrial continua pressionado pela perda de gás russo, pela alta de tarifas dos EUA e por choques de oferta. A leitura indica desaceleração do crescimento subjacente, limitando repasses de custos.
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