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Apenas 11% das instituições se consideram engajadas com ESG

Apenas 11% das empresas brasileiras estão engajadas com ESG; setor automotivo lidera entre os mais engajados, pressionado por mercado e investidores

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  • Apenas 11% das empresas brasileiras pesquisadas estão engajadas com práticas ESG, segundo estudo da Anbima.
  • Outros 28% entendem a sustentabilidade como um compromisso relacionado ao ESG e já incorporam pelo menos dois pilares à cultura da empresa.
  • 7% veem a sustentabilidade como ameaça ao negócio e têm conceitos equivocados sobre o tema.
  • O setor automotivo é o mais engajado no país, impulsionado pela pressão de mercado, consumidores e investidores.
  • Globalmente, o automotivo lidera a inclusão de ESG em relatórios, com 82% das maiores empresas listadas informando sobre o tema; a demanda por redução de carbono ganhou cada vez mais impulso.

O estudo da Anbima aponta que apenas 11% das empresas brasileiras estudadas estão engajadas com práticas ESG, integrando-as à estratégia corporativa. O percentual revela uma adesão ainda tímida ao conceito, criado oficialmente em 2004 pela ONU e por instituições internacionais.

Outra parte da pesquisa mostra que 28% das empresas veem a sustentabilidade como parte da agenda ESG, com pelo menos dois pilares já incorporados à cultura interna. Igualmente, 7% consideram a sustentabilidade como ameaça ao negócio e mantêm noção equivocada do tema.

Segundo a KPMG, os relatórios de sustentabilidade já são rotina entre as maiores companhias no mundo e, no Brasil, entre as 100 maiores do país. Os dados apontam aumentos relevantes na abordagem de redução de carbono entre 2022 e 2023.

No panorama setorial, o automotivo aparece como o segmento que mais inclui informações de ESG nos relatórios anuais, seguido por petróleo e gás, químicas e mineração. Estima-se que 82% das 250 maiores empresas divulguem tais informações, para manter competitividade global.

Como o setor automotivo vem se adequando ao ESG

O setor enfrenta pressão para adotar práticas sustentáveis, dado o impacto significativo nas emissões globais. Regulamentação, além de valores e exigências de consumidores, impulsionam mudanças nas empresas.

Augusto Farfus, representante da BMW em corridas internacionais, destaca que a fabricante prioriza a sustentabilidade desde a produção. As iniciativas começam na fábrica e se estendem ao longo de todo o processo de fabricação.

No material utilizado na produção, a BMW aposta em fibras naturais com resistência similar à fibra de carbono, porém com pegada ambiental menor, segundo Farfus.

Além da BMW, outras marcas do ramo aparecem entre as mais responsáveis no Brasil. O Merco Responsabilidade ESG Brasil 2025 lista sete empresas do setor entre as 100 mais responsáveis do país, com a Toyota ocupando a sexta posição entre as automotivas.

Perspectivas globais sobre ESG

Dados da PwC, apoiados pelo Pacto Global da ONU, indicam que até 2025 cerca de 57% dos ativos de fundos mútuos europeus deverão considerar critérios ESG, somando US$ 8,9 trilhões. Também, 77% de investidores institucionais planejam deixar de comprar produtos não ESG nos próximos dois anos.

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