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Brandão: é cedo falar em mudanças estruturais no comércio com EUA por tarifas

Ainda é cedo para falar em mudança estrutural no comércio Brasil‑Estados Unidos por tarifas; fluxos se adaptam conforme a pauta, com commodities menos impactadas

Herlon Brandão, do Mdic — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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  • Brandão diz que ainda é cedo para falar em mudança estrutural no comércio entre Brasil e EUA por conta de tarifas; fluxos de comércio levam tempo para se adaptar e dependem da composição da pauta, com commodities e alimentos menos impactados.
  • Exportações brasileiras para os EUA vêm caindo desde agosto do ano passado; em maio, as vendas para os EUA caíram 14% frente ao mesmo período de 2025.
  • Em maio, houve alta de 75,2% nas exportações de óleos combustíveis de petróleo da indústria de transformação, reflexo da guerra no Oriente Médio e dos choques de oferta, com aumento de 49,8% no valor exportado.
  • Queda de 9,3% no valor exportado de óleos brutos de petróleo pela indústria extrativa, acompanhada de retração de 42,1% no volume embarcado, foi considerada um movimento pontual devido à volatilidade do mercado.
  • Brandão afirma que o Brasil é competitivo e que o imposto de exportação de 12% não impactará a oferta externa; as empresas seguem produzindo petróleo e novos investimentos continuam, citando a entrada em operação de uma nova plataforma em fevereiro.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou nesta quarta-feira que ainda é cedo para afirmar que houve mudança estrutural no comércio entre Brasil e EUA por causa das tarifas. Ele aponta que os fluxos se ajustam lentamente conforme a pauta.

Brandão explicou que o ritmo de adaptação depende da composição dos produtos exportados e da demanda. Ele citou que commodities e alimentos costumam sofrer menos impacto, enquanto itens sob encomenda sofrem choques maiores.

Dados de maio mostram queda nas exportações brasileiras para os EUA, com redução de 14% em relação a maio de 2025. A avaliação é de que o recuo está relacionado a fatores de curto prazo e não apenas às tarifas.

Contexto do comércio com EUA

Em maio, as exportações de óleos combustíveis da indústria de transformação subiram 75,2%, refletindo choques de oferta no mercado internacional de combustíveis, provocados pelo conflito no Oriente Médio.

O valor exportado desses óleos aumentou 49,8% no mês. Já os óleos brutos da indústria extrativa caíram 9,3% em valor, com 42,1% de retração no volume embarcado, movimento considerado pontual pelo governo.

Brandão afirmou que o resultado não está relacionado à alíquota de 12% do imposto de exportação que foi estabelecida recentemente. Segundo ele, o Brasil continua competitivo e a produção permanece estável.

Ele citou ainda a entrada em operação, em fevereiro, de uma nova plataforma de produção de petróleo como exemplo de investimentos que mantêm a atividade no setor.

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