- Arnaldo Di Blasi deixou o banco de investimentos e passou a empreender no ramo de pizzarias, hoje com a Di Blasi Pizzas.
- A rede soma 41 unidades e faturou R$ 60 milhões em 2025, com planos de expansão pelo Brasil.
- A virada ocorreu em 2017, após a participação da marca no Rock in Rio, que mostrou potencial além de eventos.
- A origem veio das bordas de pizza, que Di Blasi transformou em diferencial com massa leve, crocante e fermentação longa.
- Hoje ele atua como mentor de franqueados, gerindo pessoas e estratégias de marca, em vez de apenas gerir uma pizzaria.
Arnaldo Di Blasi deixou a carreira na área financeira para empreender no segmento de pizzarias. Formado em tecnologia e com atuação no mercado financeiro, ele conciliava o banco de investimentos com um buffet de pizzas artesanais nos fins de semana. O que começou como renda extra ganhou escala e tornou-se um negócio milionário.
A rede Di Blasi Pizzas hoje soma 41 unidades e reportou faturamento de 60 milhões de reais em 2025, com planos de expansão pelo Brasil. O ponto de virada ocorreu em 2017, quando a marca atuava em eventos e no Rock in Rio, revelando potencial para delivery e franchising.
A ideia nasceu ao observar bordas de pizza descartadas em festas. A partir de testes caseiros, Di Blasi desenvolveu uma massa mais leve, crocante e com longa fermentação, transformando a borda em diferencial competitivo. Inicialmente, o negócio funcionava apenas nos fins de semana.
Do improviso à profissionalização
A transição do setor financeiro para o empreendedorismo trouxe receios, entre eles a estabilidade financeira e o julgamento de familiares e pares. O impulso veio da percepção de que o modelo, se bem estruturado, poderia alcançar escala maior que eventos isolados.
A participação no Rock in Rio foi decisiva para estruturar processos e velocidade de atendimento. A experiência mostrou que o produto era sólido, mas a operação precisava de engenharia de produção para sustentar demanda em grande escala e facilitar o franchising.
Pandemia e liderança
A pandemia acelerou a expansão por meio do delivery, já que a empresa já operava com forte base tecnológica antes de 2020. Di Blasi descreve a marca como uma empresa de tecnologia que vende comida, aproveitando a mudança de comportamento do consumidor durante o home office.
Hoje, a maior transformação não é financeira, e sim de gestão de pessoas. Cada novo franqueado representa investimento e expectativa na marca. O empreendedor destaca que o papel dele é mentor, estrategista e solucionador de problemas em tempo real.
A lição que resume a trajetória envolve produto, cultura e consistência. A obsessão por detalhes, padronização e experiência do cliente sustentam a expansão de dezenas de lojas, não apenas o apelo inicial de uma pizza diferente.
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