- Em maio, o setor privado dos EUA abriu 122 mil vagas de trabalho, acima da previsão dos analistas de 110 mil.
- Os salários subiram 4,4% na base anual; quem mudou de emprego recebeu alta de 6,5%.
- Por setores, serviços criaram 114 mil vagas; indústria abriu 8 mil vagas, manufatura teve 3 mil, extrativista/mineração fechou 3 mil e construção abriu 8 mil.
- O total de vagas abertas em abril foi revisado para 105 mil.
- Economistas sugerem que o aquecimento do mercado de trabalho pode dificultar cortes de juros pelo Federal Reserve, com projeções de juros estáveis por mais tempo.
O setor privado dos Estados Unidos abriu 122 mil vagas de trabalho em maio, segundo levantamento da ADP em parceria com o Stanford Digital Economy Lab. O número ficou bem acima da estimate dos analistas do Wall Street Journal, que projetavam 110 mil vagas. A divulgação ocorre em meio a dados que apontam maior aquecimento do mercado de trabalho.
Os salários registraram alta de 4,4% na base anual em maio, igual à leitura de abril. Quem mudou de emprego recebeu ganhos médios de 6,5%, próximo aos 6,6% de abril. Entre os setores, a indústria criou 8 mil vagas e o setor de serviços, 114 mil. Na indústria, manufatura abriu 3 mil postos, extração e mineração registrou perda de 3 mil vagas e construção abriu 8 mil vagas. O total de empregos abertos em abril foi revisado para 105 mil.
A ADP destacou que maio trouxe contratações mais amplas do que nos anos recentes, sugerindo impulso do mercado de trabalho rumo à temporada de contratações de verão. Economistas ressaltam que o resultado reforça a percepção de aquecimento da economia americana, o que tende a manter juros elevados por mais tempo.
Na prática, números acima do esperado alimentam o cenário de menor espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo. Com mercado de trabalho robusto, o consumo tende a permanecer firme e o risco de nova aceleração da inflação permanece monitorado pelos analistas.
Relatórios de mercado indicam que a XP mantém a visão de juros estáveis nos EUA por mais tempo nos próximos trimestres, diante das leituras de emprego e da inflação. O desempenho de maio sustenta a narrativa de política monetária mais restritiva por mais tempo.
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