- Exportações para os Estados Unidos caíram 16% em 2026, segundo a balança comercial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
- Entre abril e maio, a queda nas exportações foi de 14%.
- Além dos EUA, houve queda de 19% para a Argentina, 13,8% para o Mercosul e 2,8% para o Oriente Médio.
- O governo dos EUA sinalizou novas tarifas a produtos brasileiros, mesmo após algumas isenções negociadas.
- A balança de maio terminou com superávit de US$ 7,8 bilhões, com exportações de US$ 31,9 bilhões e aumento de 6,6% ante o mesmo período de 2025.
O Brasil registrou queda de 16% nas exportações para os Estados Unidos em 2026, conforme dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) nesta quarta-feira (3/6). A redução ocorre em meio a tensões comerciais entre os dois países, com tarifas impostas pelo governo americano ainda gerando efeitos no fluxo comercial.
Entre abril e maio, o recuo foi de 14% nas exportações para os EUA. Além dos EUA, houve queda nas vendas para a Argentina (19%), para o Mercosul (13,8%) e para o Oriente Médio (2,8%). O país ampliou o desafio de estabilizar a demanda externa diante de possíveis novas tarifas nos próximos dias.
Balança comercial de maio
A balança de maio fechou com superávit de US$ 7,8 bilhões, ante US$ 7,1 bilhões em maio de 2025. Importações cresceram 5,3%, para US$ 24,1 bilhões, e as exportações subiram 6,6%, para US$ 31,9 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56 bilhões, alta de 6,1% frente a maio de 2025.
Destaques e distribuição regional
Entre as exportações de maio, agropecuária atingiu US$ 8,1 bilhões, indústria extrativa US$ 7 bilhões e indústria de transformação US$ 16,6 bilhões. Em termos de destino, a Ásia comprou US$ 14,7 bilhões, a América do Norte US$ 4,4 bilhões, a América do Sul US$ 3,5 bilhões e a Europa US$ 6,2 bilhões.
Importações por setor e região
Nos ativos comprados, bens de capital somaram US$ 3,2 bilhões, bens intermediários US$ 13,4 bilhões, bens de consumo US$ 4,7 bilhões e combustíveis US$ 2,7 bilhões. Regionalmente, Ásia importou US$ 9,9 bilhões, América do Norte US$ 4,2 bilhões, América do Sul US$ 2,5 bilhões e Europa US$ 6,1 bilhões.
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