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Fiesp revisa projeção de crescimento para 1,4% com alta da indústria em abril

Fiesp revisa projeção de crescimento industrial para 1,4% em 2026, impulsionada pela indústria extrativa; transformação enfrenta juros altos e custos

Fiesp: “A indústria extrativa deve liderar o resultado, com expansão estimada de 6,9% no ano
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  • O IBGE informou alta de 0,7% na produção industrial em abril frente março.
  • A Fiesp revisou a projeção de crescimento da indústria para 2026 de 0,9% para 1,4%.
  • O avanço é puxado pela indústria extrativa, estimada em 6,9% neste ano; a indústria de transformação deve permanecer estável após queda de 0,2% em 2025.
  • Em abril, 14 de 25 ramos cresceram; destaques positivos para indústria extrativa e para coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com queda menor ou alta de 3,1%, enquanto o setor de produtos químicos caiu 3,9%.

Após divulgação do IBGE, na quarta-feira, 3, o indicador mostrou crescimento de 0,7% da produção industrial brasileira em abril ante março. A Fiesp revisou a projeção de expansão da atividade industrial para 1,4% neste ano, elevated em relação à estimativa anterior de 0,9%.

Ainda assim, a entidade aponta que o avanço é puxado pela indústria extrativa, voltada a commodities, enquanto a indústria de transformação, de maior valor agregado, deve enfrentar mais dificuldades em 2026 por juros altos e custos elevados.

A projeção da Fiesp aponta a indústria extrativa com expansão de 6,9% em 2026, enquanto a indústria de transformação tende a ficar estável, após recuo de 0,2% em 2025. Entre os fatores de apoio, destacam-se a ampliação da faixa de isenção do IR para salários até R$ 5 mil, além de programas de incentivo e investimentos públicos subnacionais, especialmente em ano eleitoral.

Desempenho por setor

Em relação ao resultado de abril ante março, 14 dos 25 ramos pesquisados registraram crescimento. Indústrias extrativas avançaram 3,1% e o segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis também subiu 3,1%.

Entre as áreas de maior retração, o ramo de produtos químicos caiu 3,9%, exercendo a maior influência negativa. Entre as grandes categorias, bens intermediários subiram 1,5% e bens de capital avançaram 0,1%. Bens de consumo semi e não duráveis recuaram 0,2% e bens de consumo duráveis caíram 3,2%.

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