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Governo Lula reage à proposta dos EUA sobre tarifas de 12,5%

Governo reage às tarifas dos EUA de até 12,5% sobre produtos brasileiros e avalia medidas de retaliação pela Lei da Reciprocidade

Ministros participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira(3).
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  • Os Estados Unidos avaliam aplicar tarifas de até 12,5% sobre produtos brasileiros após a conclusão da investigação do Escritório do Representante Comercial sobre trabalho forçado.
  • O governo brasileiro reagiu com profunda discordância, alegando uso protecionista unilateral e distorção do tema da proteção de condições dignas de trabalhadores.
  • O Brasil afirma ser referência no combate ao trabalho forçado, citando a Organização Internacional do Trabalho e dizendo que pode recorrer à Lei da Reciprocidade para responder à medida.
  • A tarifa de 12,5% se soma a uma proposta anterior de 25% sobre importações brasileiras; ambas dependem de análise do governo dos Estados Unidos e da decisão final do presidente Donald Trump.
  • A investigação do USTR concluiu que o Brasil não conseguiu impedir a importação de produtos com trabalho forçado, citando, entre pontos, produção de gado e exportações de carne bovina para países investigados, como a China.

O governo dos EUA propõe aplicar tarifas de até 12,5% sobre produtos brasileiros após concluir investigação sobre trabalho forçado. A medida é mais uma resposta à Seção 301 da Lei de Comércio, anunciada após a conclusão do processo.

O governo brasileiro reagiu com firmeza, manifestando profunda discordância e afirmando que o tema não pode ser usado para justificar protecionismo unilateral. A nota destaca o reconhecimento da OIT ao longo dos anos como referência no combate ao trabalho forçado.

A agenda brasileira cita ainda a possibilidade de recorrer à Lei de Reciprocidade para responder a medidas consideradas injustas. O Planalto ressalta que adotará medidas para reduzir danos à economia, aos empregos e à renda.

Investigação sobre trabalho forçado

O USTR concluiu que o Brasil falhou em impedir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, o que criaria concorrência desleal. A agência aponta riscos de efeitos sobre o comércio e cita a presença de trabalho forçado na produção de gado.

Entre as justificativas, o relatório cita a lista de produtores na Lista Suja do Trabalho Escravo e indica que parte das exportações de carne bovina está ligada a mercados sob avaliação, incluindo a China.

O governo brasileiro rebate, enfatizando que o Brasil é referência internacional no combate ao trabalho forçado, com instrumentos de fiscalização e cooperação institucional. O governo também reforça a cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA.

Posicionamento do governo brasileiro

O Planalto afirma que não espera que as recomendações preliminares resultem em tarifas efetivas. O governo reitera a intenção de adotar medidas para mitigar impactos na economia, no emprego e na renda.

A nota oficial ressalta que o Brasil mantém acordos de livre comércio que já contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado. Além disso, o governo segue aberto a cooperação com parceiros internacionais.

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