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Morgan Stanley: chipflação de IA se espalha de data centers para a economia

Morgan Stanley alerta que a chipflação da IA se espalha da infraestrutura para margens, preços ao consumidor e inflação, pressionando chips de memória

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  • Analistas do Morgan Stanley alertam para a “chipflação” causada pela alta de preços dos chips de memória, impulsionada pela demanda por IA, que afeta desde smartphones até PCs.
  • Os preços dos chips de memória subiram seis vezes no último ano, com fabricantes priorizando chips para data centers e margens maiores nesses componentes.
  • O problema de IA já se tornou uma questão macroeconômica, pois acordos de longo prazo entre nuvens e IA reduzem a oferta disponível, tornando-a mais volátil.
  • O impacto direto na inflação ao consumidor pode ser limitado, mas há pressão em preços ao produtor, margens corporativas e custos com nuvem.
  • Sony e Lenovo já deram passos de aumento de preços, enquanto a Microsoft informou que cerca de 25 bilhões de dólares de seus gastos deste ano virão do aumento dos preços dos chips; IDC prevê queda significativa de PCs e smartphones em 2026.

O Morgan Stanley alertou que a alta de preços dos chips de memória, impulsionada pela demanda por IA, pode gerar uma crise de preços conhecida como chipflação. O informe afirma que fabricantes de dispositivos desde smartphones até PCs terão de escolher entre repassar custos ou reduzir margens.

O banco publicou na terça-feira um relatório de 66 páginas, destacando que os preços de memória dispararam cerca de seis vezes no último ano. O aumento ocorre conforme grandes empresas de tecnologia investem em infraestrutura de IA e priorizam chips de data center com margens maiores.

A análise destaca que Samsung Electronics, SK Hynix e Micron, principais fornecedoras de memória dinâmica, controlam quase 90% da produção global. As ações dessas companhias tiveram valorização acima de 3 vezes neste ano.

Segundo o Morgan Stanley, grandes fabricantes de hardware passam a absorver parte dos custos ou repassá-los aos consumidores. Empresas de consumo, como Sony, e fabricantes de PCs como Lenovo, já sinalizam reajustes de preço em seus produtos.

A Microsoft informou, em abril, que cerca de 25 bilhões de dólares de seus 190 bilhões de dólares em gastos este ano decorrem de aumentos nos preços dos chips. A IDC prevê queda significativa nos mercados de PCs e smartphones em 2026, pressionando demanda principalmente nos segmentos mais baixos.

O relatório aponta ainda que o desequilíbrio entre oferta e demanda pode representar um novo patamar de preços no longo prazo. A produção adicional demandará anos para entrar em operação, diante de custos elevados e da complexidade de novas fábricas.

As tensões entre EUA e China sobre tecnologia de chips e exportações também afetam cadeias de suprimento, pressionando o fornecimento. Subvenções públicas devem ter impacto limitado no curto prazo, já que a nova capacidade levará tempo para ficar pronta.

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