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Petróleo sobe 2% com novas tensões no Oriente Médio

Tensões no Oriente Médio elevam prêmio de risco; Brent sobe 1,88% a US$ 97,81 e WTI avança 2,41% a US$ 96,02, com ataques e recusa diplomática entre EUA e Irã

Petróleo sobe 2% com novas tensões no Oriente Médio
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  • O petróleo Brent com vencimento em agosto fechou em alta de 1,88%, a US$ 97,81 por barril, na ICE.
  • O WTI com entrega para julho subiu 2,41%, para US$ 96,02 por barril.
  • Investidores embutiram maior prêmio de risco devido a tensões no Oriente Médio entre EUA e Irã, com novos ataques relatados ontem à noite.
  • Mísseis iranianos teriam atingido o aeroporto de Kuwait e bombardeiros norte-americanos teriam sido vistos nas proximidades do Estreito de Ormuz, em meio a violações do cessar-fogo.
  • Iran afirma não aceitar acordo que ignore o Líbano; governo iraniano sinaliza retaliação caso Israel ataque Beirute, enquanto há divergências sobre avanço diplomático e sobre armas nucleares.

Os contratos futuros do petróleo terminaram em alta nesta quarta-feira (3), com investidores precificando maior prêmio de risco. As tensões no Oriente Médio elevam a percepção de interrupções na oferta, após ataques envolvendo EUA e Irã.

O Brent com vencimento em agosto subiu 1,88%, fechando em US$ 97,81 por barril na ICE. O WTI com entrega para julho avançou 2,41%, para US$ 96,02 por barril. Ambos os ganhos refletem incertezas geopolíticas e preocupações com fornecimento.

Relatos de mísseis iranianos contra o aeroporto de Kuwait e bombardeiros americanos nas proximidades do Estreito de Ormuz contribuem para o clima de tensão. A ofensiva ocorre em meio a avanços diplomáticos recentes, mas representa violação ao cessar-fogo vigente.

Segundo a agência Fars, Teerã não quer fechar acordo com os EUA que ignore o Líbano, alvo de ataques israelenses. O ministro Abbas Araghchi afirmou que, se Israel atacar Beirute, o Irã reagirá decisivamente.

Ainda conforme a Fars, a primeira fase das negociações falhou pela recusa de Teerã em discutir armas nucleares. A leitura contraria declarações anteriores de Donald Trump sobre suposta concordância iraniana.

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