- A produção industrial subiu 0,7% em abril na comparação com março, quarto mês seguido de alta e melhor resultado para o mês em 13 anos.
- A indústria extrativa puxou o ganho, com alta de 2,7% ante abril de 2025, impulsionada pela produção de petróleo, que atingiu recorde de 4,34 milhões de barris por dia.
- O desempenho ficou acima das expectativas de economistas, que previam alta de 0,4% no mês.
- Mesmo com o avanço, a indústria opera 12,9% abaixo do nível recorde de maio de 2011; no primeiro trimestre houve alta de 1,0% sobre os três meses anteriores.
- Analistas apontam que a política monetária restritiva e juros altos devem frear o ritmo de crescimento nos próximos meses, ainda que haja impactos positivos de petróleo e gás.
A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril, o quarto mês seguido de alta e o melhor resultado para o mês em 13 anos. O desempenho foi impulsionado pela elevação da produção de petróleo, que ajudou a manter o ritmo mesmo com a política monetária restritiva.
O resultado de abril ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,4% mensal. Comparado ao mesmo mês de 2025, houve crescimento de 2,7%. Ainda assim, o setor opera 12,9% abaixo do nível recorde de maio de 2011.
A indústria registrou robustez no primeiro trimestre, com alta de 1,0% frente aos três meses anteriores, segundo dados do PIB divulgados pelo IBGE. O segmento extrativo teve papel central na recuperação.
Indústria extrativa
Entre os ramos, 14 dos 25 pesquisados apresentaram alta em abril frente a março. Contribuíram especialmente as indústrias extrativas e a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, cada um com 3,1% de avanço.
A produção de petróleo atingiu patamar recorde pelo terceiro mês seguido, chegando a 4,34 milhões de barris por dia, segundo dados da ANP. Esse desempenho sustentou o crescimento da indústria, diante de pressões ligadas a conflitos no Oriente Médio.
Setores de bens intermediários cresceram 1,5% e bens de capital tiveram avanço de 0,1%. Por outro lado, bens de consumo semi e não duráveis caíram 0,2% e bens de consumo duráveis recuaram 3,2%.
Analistas destacam que a indústria tem adotado estratégias para mitigar impactos do cenário externo, inclusive com elevações de produção diante de oscilações de preços associadas a conflitos internacionais.
Perspectivas
O tom geral aponta para um ambiente mais desfavorável nos próximos meses, com política monetária ainda contracionista e crédito restrito. O ritmo de crescimento pode reduzir gradualmente, especialmente em setores mais expostos à demanda doméstica.
Entre na conversa da comunidade