- Minas Gerais mostra avanços em sustentabilidade na construção civil, logística e setor florestal, associando meio ambiente à competitividade.
- Incorporadoras mineiras adotam eficiência energética, reúso de água, iluminação natural e certificações de construção sustentável, com ganhos de redução de consumo e valor do ativo.
- Emccamp Residencial integra sustentabilidade desde a viabilidade até a operação, com 100% dos resíduos separados em 2024, uso de paredes de concreto para reduzir resíduos e recursos hídricos com hidrômetros e aeradores; energia solar em obra e estudo de painéis temporários.
- Transporte rodoviário, responsável por mais de sessenta por cento do escoamento, busca reduzir impactos mantendo eficiência; biodiesel, diesel verde, biometano e eletrificação já entram na matriz, impulsionados pelo ESG.
- Minas Gerais avança na bioeconomia, com florestas plantadas e vegetação nativa conservada; conceito de florestas pensadas e uso de aço verde destacam o potencial estratégico do estado.
Minas Gerais mostra que sustentabilidade deixou de ser tendência e passou a exigir competitividade. Construção civil, logística e setor florestal adotam práticas com foco em eficiência, reutilização de água e uso de energia limpa.
Incorporadoras mineiras ampliam soluções desde o planejamento. Projetos passam a incluir eficiência energética, água com reutilização, iluminação natural e certificações de construção sustentável, segundoFabiano Barbosa Ambrósio, da CMi/Secovi-MG.
Quando a sustentabilidade entra na concepção, os ganhos aparecem. Reduções de energia e água, menor custo condominial e maior conforto térmico elevam o valor do imóvel, aponta Ambrósio, que ressalta efeito na percepção do cliente e nas vendas.
Descarte e gestão de resíduos
A Emccamp Residencial integra critérios de sustentabilidade desde viabilidade até operação. Análises técnicas visam reduzir impactos, evitar supressão de vegetação e preservar recursos hídricos sempre que possível, segundo Rodrigo Silvério, coordenador de Meio Ambiente.
Em 2024 a empresa destinou 100% dos resíduos a locais autorizados. O uso de parede de concreto em empreendimentos reduz a geração de resíduos em cerca de 50%. Hidrômetros individuais e torneiras com aeradores ajudam a economizar água.
Energia no canteiro já é comum. Uma obra utiliza energia solar de apoio e há estudo de placas fotovoltaicas temporárias para próximos empreendimentos. O case Águas Residence destaca o cuidado com nascentes do terreno.
Certificações incluem PBQP-H Nível A, ISO 9001:2015 e Selo Casa Azul Caixa, atestando o compromisso com padrões de qualidade e sustentabilidade no setor habitacional.
Descarbonização como motor de competitividade
O transporte rodoviário, responsável por mais de 60% do escoamento nacional, é visto como aliado da sustentabilidade, afirma Antonio Luis da Silva Júnior, presidente do Setcemg. A atuação busca reduzir impactos sem afetar a eficiência.
Segundo Walter Cerqueira, assessor jurídico-ambiental do Setcemg, a transição ainda enfrenta gargalos estruturais. Biocombustíveis, diesel verde, biometano e eletrificação já integram a matriz do setor, pressionados por clientes e financiadores com critérios ESG.
Cerqueira aponta que o ESG funciona como corrente: quando a empresa principal muda, toda a cadeia é pressionada a se adequar, ampliando a adoção de práticas mais limpas. O setor já observa avanços substanciais.
Minas Gerais na vanguarda da bioeconomia
O estado abriga 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas e conserva 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa, fortalecendo a economia de baixo carbono. A AMIF defende o conceito de florestas pensadas para produzir madeira renovável e conservar recursos.
A AMIF ressalta que parte da madeira substitui plástico, combustíveis fósseis e carvão mineral. A prática do called aço verde utiliza carvão vegetal de florestas cultivadas, posição de destaque do estado no setor.
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