- O laureado com o Nobel de Economia de 2025, Joel Mokyr, afirmou que o populismo e a xenofobia representam ameaças à inovação tecnológica.
- Mokyr destacou a imigração como fator importante para o avanço científico e tecnológico, citando o Vale do Silício e as universidades.
- A afirmação ocorreu durante palestra no 14º Fórum de Lisboa, no último dia do evento, com tema sobre inovação em tempos de ruptura.
- O economista ressaltou que movimentos anti-imigração costumam se basear em intolerância e desinformação, afetando o desempenho de empresas inovadoras.
- A plateia contou com autoridades do STF e do STJ, além de o evento ter recebido o reconhecimento do Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa.
O Nobel de Economia de 2025, Joel Mokyr, afirmou durante o 14º Fórum de Lisboa, nesta quarta-feira (3 jun 2026), que o populismo e a xenofobia representam ameaças à inovação tecnológica. O destaque foi a importância da imigração para o avanço científico e tecnológico.
Mokyr, holandês naturalizado norte-americano, explicou que a migração impulsiona áreas de alta tecnologia e pesquisa. Em universidades e no Vale do Silício, imigrantes costumam apresentar desempenho acima da média, segundo o economista.
Ele apontou que movimentos anti-imigração, movidos por intolerância e desinformação, ganham peso. Segundo o professor, o populismo tende a desvalorizar intelectuais e pesquisadores, substituindo o progresso por elites pouco qualificadas.
Imigração, ciência e políticas
Durante a palestra de cerca de 50 minutos, Mokyr citou estudos que comparam inovação em democracias liberais e regimes autocráticos. Destacou que a ciência prospera mais quando menos sujeita a interferências políticas.
O economista ainda comentou que as máquinas quânticas podem fomentar avanços, mas a evolução científica ocorre melhor em ambientes com maior liberdade de pesquisa. Observou, contudo, que nos EUA há sinais de contradição com esse ideal.
A apresentação foi conduzida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. Também estavam na plateia Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Luiz Felipe Salomão, vice-presidente do STJ.
Contexto do fórum
O 14º Fórum de Lisboa ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa, com o tema Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais. O evento reúne nomes nacionais e internacionais.
Nesta edição, houve menos participação de autoridades brasileiras no STF, STJ, TCU e governadores, mas mais palestrantes internacionais, sinalizando uma mudança de foco para parcerias globais. A cerimônia recebeu ainda o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa.
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