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Etanol lidera queda de preços de combustíveis em maio

Etanol registra queda de 5,6% nas bombas em maio, com safra maior ampliando oferta e preço médio nacional em R$ 4,488 por litro

Unidade movida a etanol na usina Suape II, em Pernambuco
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  • Avanço da safra 2026/27 de cana no Centro-Sul aumentou a oferta de etanol e derrubou o preço em maio, queda de 5,6% no mês.
  • O preço médio nacional do etanol hidratado passou a ser de R$ 4,488 por litro.
  • Distrito Federal registrou a maior queda, de 10%, seguido por São Paulo (-7,2%), Minas Gerais (-6%), Paraná (-5,1%) e Mato Grosso (-4,9%).
  • Em São Paulo, o etanol fechou maio com média de R$ 4,20 por litro.
  • Diesel e gasolina registraram quedas menores (em torno de 3% a 1%), enquanto o gás natural veicular subiu 0,3%; o etanol acumula leve alta de 0,3% no ano até maio.

O etanol liderou a queda de preços de combustíveis em maio, com recuo de 5,6% nas bombas. A alta safra 2026/27 de cana no Centro-Sul aumentou a oferta no mercado e derrubou o biocombustível.

A média nacional do etanol hidratado ficou em R$ 4,488 por litro no mês, diante de altas anteriores em março e abril. O movimento foi de acomodação após as elevações recentes.

A retração deve-se principalmente ao maior ritmo de moagem de cana no Centro-Sul, elevando a disponibilidade de etanol no mercado doméstico. A competição com a gasolina também ficou mais acirrada regionalmente.

Dados do etanol e cenário regional

Entre os estados, o Distrito Federal teve a maior queda: -10% e preço médio de R$ 4,528/L. São Paulo caiu 7,2%, Minas Gerais 6%, Paraná 5,1% e Mato Grosso 4,9%.

Em São Paulo, o principal polo consumidor-produtor, o etanol fechou maio em média de R$ 4,20/L. Os valores refletem a combinação de maior oferta e demanda estável.

Outros combustíveis

Diesel comum e diesel S-10 recuaram 3,3% em relação a abril. Gasolinas comuns e aditivada tiveram queda de 1%. O gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a subir, com aumento de 0,3%.

Apesar da queda em maio, fósseis mantêm altas acumuladas em 2026. Diesel S-10 registra alta de 16,8% no ano; diesel comum, 16,0%. Gasolina comum sobe 7,5%, enquanto o etanol avança modestamente em torno de 0,3%.

Segundo André Turquetto, CEO da Veloe, o cenário internacional segue pressionando os fósseis no Brasil. Maio mostrou acomodação de preços, especialmente do etanol, fruto da safra e da oferta ampliada.

Na comparação semanal, o etanol atingiu nova mínima anual de R$ 4,40/L na semana de 23 de maio, após quedas iniciadas no final de abril.

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