- As exportações brasileiras de carne bovina somaram 297 mil toneladas em maio, alta de 17,8% frente a maio de 2025, com faturamento de US$ 1,8 bilhão.
- A China liderou as compras, com 157,6 mil toneladas, representando mais da metade do total do mês, e aumento de 39,6% na comparação anual.
- Os embarques para a China ocorrem antes de a cota de importação com tarifas subir ainda mais, o que pressiona exporters a venderem enquanto a demanda permanece forte.
- Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, importando 28,8 mil toneladas em maio; o governo americano incluiu o produto na lista de mercadorias potencialmente sujeitas a tarifa de 25% a partir de julho.
- A União Europeia, possível veto às exportações brasileiras, ficou em quinto lugar com 8.300 toneladas e receitas de US$ 77,5 milhões, enquanto o Brasil continua sob escrutínio com novas regras de uso de antimicrobianos.
A exportação brasileira de carne bovina subiu 18% em maio, atingindo 297 mil toneladas. O faturamento do setor ficou em US$ 1,8 bilhão, alta de 6,5% frente a maio de 2025, segundo a Abiec, com base em dados do MDIC.
O crescimento foi puxado pela China, que recebeu 157,6 mil toneladas, acima de metade do total exportado. Em comparação com maio de 2025, as vendas para a China avançaram 39,6%. Exportadores aceleraram embarques antes de possíveis impactos de novas regras.
A China tem imposto cotas anuais e tarifas, o que intensifica a pressão por vendas rápidas. Em 31 de dezembro de 2025, o governo chinês criou cotas de importação com tarifa de 12% e exceção de 1,1 milhão de toneladas; acima disso, a tarifa sobe para 55%.
Exportações para EUA e UE
Paralisadas, as exportações para os Estados Unidos somaram 28,8 mil toneladas em maio, mantendo o país como segundo maior importador. O governo americano incluiu carne brasileira em uma lista de mercadorias isentas de nova taxa de 25%.
A União Europeia figurou como quinto destino, com 8.300 toneladas e faturamento de US$ 77,5 milhões. A UE avaliou o Brasil por práticas de uso de antimicrobianos e, em 12 de maio, retirou o país de uma lista de conformidade. O Brasil tem até 3 de setembro para atender às novas regras.
Acúmulo de 2026
No acumulado de 2026, as exportações somam 1,3 milhão de toneladas, alta de 15,3% frente aos cinco primeiros meses de 2025. A receita total atingiu US$ 7,88 bilhões. China e EUA são os maiores compradores, com 631,9 mil e 178,6 mil toneladas, respectivamente, em 2026. A China registrou crescimento de 27,8% na comparação anual.
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