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IA economiza tempo, mas empresas não conseguem medir ganhos, diz estudo

BCG: 40% dos usuários regulares de IA economizam um dia ou mais por semana, mas empresas ainda não conseguem converter o tempo ganho em valor mensurável

Cerca de 74% dos trabalhadores de escritório sem funções gerenciais se consideram usuários regulares de inteligência artificial. (Foto: Krisztian Bocsi/Bloomberg)
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  • Estudo do Boston Consulting Group aponta que 74% dos trabalhadores de escritório sem cargo de gestão são usuários regulares de IA, grupo em crescimento versus o ano anterior.
  • Mais de 40% dos usuários regulares relatam economizar um dia inteiro de trabalho ou mais por semana com IA, mas ainda não há forma clara de transformar esse ganho em valor mensurável.
  • Quase metade dos respondentes diz que gerencia e direciona a IA mais do que realiza o próprio trabalho, enquanto 41% afirmam que a IA aumentou a carga cognitiva.
  • O relatório aponta o chamado “paradoxo da alegria”: a IA melhora a satisfação no trabalho, porém dificulta a tarefa, exigindo planejamento estratégico dos líderes.
  • A pesquisa ouviu quase 12 mil pessoas em 14 países; mais de 30% já tem agentes de IA integrados aos fluxos de trabalho, e mais de 60% acreditam que esses agentes podem realizar pelo menos metade do trabalho em três anos.

A nova pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) aponta que a inteligência artificial (IA) aumenta a produtividade, mas as empresas ainda lutam para medir o valor gerado. O estudo, citado pela Bloomberg, envolve trabalhadores de diversos setores e países. Os resultados mostram adoção acelerada, porém com impactos variáveis.

Entre os dados, 74% dos trabalhadores de escritório sem funções gerenciais se dizem usuários regulares de IA, ante 51% no ano anterior. Mesmo com esse aumento, as organizações ainda precisam aprender a transformar o tempo economizado em ganhos mensuráveis.

Mais de 40% dos usuários regulares relatam economia de um dia inteiro de trabalho por semana ao usar IA. Apesar disso, líderes afirmam que o valor do tempo economizado ainda não é plenamente extraído.

Adoção e produtividade

Vinciane Beauchene, pesquisadora do BCG, destaca que a visão dominante de IA substituindo trabalho é simplista. A ideia central é repensar a contribuição humana dentro dos processos. O estudo questiona se os investimentos bilionários em IA estão convertendo-se em produtividade real.

O relatório também aponta que quase metade dos respondentes passa mais tempo gerenciando a IA do que executando tarefas. Mesmo assim, dois terços dos usuários acreditam que a IA elevou a satisfação no trabalho, enquanto 41% relatam maior carga cognitiva.

Desafios de mensuração

Sylvain Duranton, coautor, afirma que a “lua de mel” com IA tende a se desfazer sem estratégia clara. O estudo ouviu quase 12 mil trabalhadores em 14 países, avaliando adoção, expectativas e transformação organizacional.

Foi observado que 30% dos respondentes já têm agentes de IA integrados aos fluxos de trabalho, cifra que mais que dobra em relação ao ano anterior. Além disso, 60% acreditam que agentes podem executar pelo menos metade de suas tarefas em três anos.

Diferenças regionais e próximos passos

Funcionários sem cargo de gestão na Índia, Brasil e África do Sul relatam uso regular de IA acima da média global. EUA, França e Itália ficam atrás nesse aspecto. O BCG ressalta a necessidade de estratégias de implementação para extrair valor efetivo desses ganhos.

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