- Pesquisa da Robert Half com 100 executivos brasileiros mostra que 32% das empresas consideram recorrer a ex-lideranças para transmitir conhecimento entre gerações.
- A prática envolve ex-executivos em funções de conselho para perpetuar saberes de profissionais seniores e fortalecer a formação de novas lideranças, como no caso de Firmin Antonio na Ticket.
- Firmin Antonio, natural de Portugal, chegou a São Paulo em 1976 para implantar o Ticket Restaurante e passou a conselheiro executivo da empresa em 2008.
- Empresas vêm investindo em programas de liderança com foco em propósito, aprendizado prático e saúde mental para preparar millennials e geração Z para funções estratégicas.
- A Edenred Brasil afirmou que manter profissionais experientes em funções de aconselhamento ajuda a preservar conhecimento estratégico e garantir continuidade.
Ex-executivos estão sendo usados como conselheiros para manter o conhecimento de profissionais sêniores e acelerar a formação de novas lideranças, segundo pesquisa da Robert Half. A prática ganha espaço entre empresas brasileiras, inclusive no setor de benefícios.
Firmin Antonio, português naturalizado francês, chegou a São Paulo em 1976 para implantar o Ticket Restaurante. Com 80 anos, ele deixou a operação e passou a atuar como conselheiro executivo do grupo desde 2008, ajudando com visão de longo prazo.
Para Firmin, a atuação como conselheiro permite enxergar o horizonte que a rotina da operação não oferece. Ele enfatiza a contribuição pela memória institucional e pela reflexão estratégica, longe da gestão diária.
O modelo de conselhos aparece como resposta a mudanças econômicas e à necessidade de preparar gerações mais jovens para cargos estratégicos. A Robert Half ouviu 100 executivos brasileiros e constatou que 32% consideram usar ex-líderanças para transferir conhecimento.
Ana Guimarães, diretora de recrutamento executivo da Robert Half, afirma que o capital intelectual passou a ser visto de forma mais inovadora. A defesa e evolução de políticas públicas, como o Programa de Alimentação do Trabalhador, também entram na pauta de aprendizado.
Além de manter a experiência, as empresas investem no desenvolvimento de novas lideranças. A pesquisa aponta programas de liderança orientados por propósito (48%), aprendizado prático (48%) e iniciativas de saúde mental no treinamento (45%).
Empresas ainda enfrentam desafios para preparar profissionais para posições estratégicas. Estudo da Korn Ferry indica que 67% dos entrevistados duvidam da prontidão dos atuais líderes para o futuro, e jovens podem não visar cargos de gestão.
Guimarães ressalta que o equilíbrio entre experiência e renovação é essencial. O objetivo é manter traços de disciplina sem medir esforços para incorporar inovação entre as novas gerações.
Firmin reforça que o legado depende da união entre passado e futuro. O foco permanece no trabalhador e no impacto social e econômico, conforme suas palavras, após décadas acompanhando a trajetória do setor.
O relatório da Edenred Brasil, dona do Ticket, afirma que manter profissionais experientes em funções de aconselhamento ajuda a preservar conhecimento estratégico e a garantir continuidade.
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